Bastante conversa sobre Anexo C de Itaipu e outras amenidades, mas decisões sobre o documento, só no final do ano.
O presidente Santiago Peña reuniu-se com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva para discutir o Tratado de Itaipu e a visão política que pretendem seguir em relação ao documento, para amparar o desenvolvimento de ambos os países.
Nesse contexto, os presidentes e suas delegações analisaram os detalhes dos preços da energia e seu impacto no desenvolvimento de curto e longo prazo de suas nações.
Os chefes de Estado também avaliaram durante o encontro deste domingo em Campo Grande, MS, a situação geopolítica global e regional e valorizaram o Mercosul como uma instituição integradora nos níveis regional e global. Enfatizaram a importância de fortalecer os laços entre seus países e, a partir daí, forjar vínculos com outras regiões do mundo.
Conversaram especificamente sobre a situação na Venezuela e seu interesse em colaborar na restauração da democracia naquele país.
Durante a reunião, o presidente Lula manifestou o desejo de visitar o Paraguai em visita oficial e convidou o presidente Peña a realizar uma visita de Estado ao Brasil.
Sobre o Anexo C de Itaipu
Os principais pontos discutidos sobre o Anexo C e o futuro de Itaipu foram:
- Ajuste da Tarifa de Energia: Após um período de incertezas e tarifas provisórias, o foco foi definir uma tarifa de longo prazo (a partir de 2027), com discussões preliminares sobre valores entre US12 por kW/mês.
- Comercialização do Excedente: O Paraguai busca maior liberdade para vender sua energia excedente, enquanto o Brasil deseja garantir o fornecimento contínuo a preços competitivos para a região Sul e Sudeste.
- Superação da Crise Diplomática: O encontro serviu para retomar o diálogo após tensões diplomáticas em 2025 (relacionadas a alegações de espionagem), buscando acelerar o acordo definitivo para a revisão das bases financeiras.
- Sustentabilidade Financeira: Discussão sobre como a usina continuará operando com saldo positivo (registrado em mais de US$ 600 milhões em 2024), mantendo aportes para estabilizar a tarifa para o consumidor brasileiro enquanto atende às demandas paraguaias de maior remuneração.
O objetivo declarado é finalizar a revisão do Anexo C até o fim de 2026, permitindo que as novas regras de comercialização entrem em vigor a partir de 2027, após aprovação pelos respectivos congressos.
Leia também:
Penã e Lula em Campo Grande neste domingo e na pauta, Anexo C
Elder Boff com inf. F.E.I.A. (Fonte Extra Inteligência Artificial), Assessoria da presidência do PY, Infomoney e CNN Brasil








