Às vésperas do fim do prazo de desincompatibilização, secretários do governador Ratinho Júnior (PSD) começaram a deixar o primeiro escalão do Paraná para disputar cargos nas eleições gerais de outubro, com as saídas de Guto Silva, Rafael Greca, do coronel Hudson Teixeira e do titular da Saúde anunciadas ao longo desta semana.
Guto Silva e Greca deixam cargos para disputar o Paraná
O secretário das Cidades, Guto Silva (PSD), apontado pelo partido como pré-candidato ao governo, confirmou a saída do cargo nesta quarta-feira, poucos dias antes do limite para quem pretende entrar na corrida eleitoral. Ele já ocupou outros postos no governo Ratinho Júnior, como secretário-chefe da Casa Civil e secretário do Planejamento.
“Tive a alegria de acompanhar o governador Ratinho Junior desde o primeiro dia do seu mandato, como secretário-chefe da Casa Civil, depois como secretário do Planejamento e agora à frente da Secretaria das Cidades”, afirmou Guto Silva ao anunciar o afastamento.
Já o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca deixou a Secretaria de Desenvolvimento Sustentável. Ele se desfiliou do PSD de Ratinho Júnior, voltou ao MDB e, em anúncios pelas redes sociais, tem sustentado que pretende disputar o comando do Executivo paranaense.
“Mantenho o meu propósito de servir ao Paraná com muita determinação e muito entusiasmo e, sobremaneira, com muito otimismo, que é o único perfume da vida que vale a pena”, declarou Rafael Greca ao justificar a saída do secretariado.

Greca e Guto Silva
Hudson Teixeira e secretário da Saúde também saem
Na área de segurança pública, o coronel Hudson Teixeira deixa o comando da Secretaria de Segurança Pública a partir desta quinta-feira. A saída do cargo atende a um pedido do governador Ratinho Júnior para ampliar a participação do grupo no cenário eleitoral, e ele deve concorrer a uma vaga de deputado estadual.

Hudson Teixeira na base do BPFrom em Santa Helena no final de janeiro. (Foto: Elder Boff/FE)
O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, também deixa o cargo nesta quinta-feira. Eleito deputado federal em 2023, ele retorna à Câmara dos Deputados, em Brasília, e deve tentar a reeleição, aproveitando o prazo de desincompatibilização exigido para ocupantes de cargos no Executivo.

Deputado federal licenciado, secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto. (Facebook)
Lei exige afastamento seis meses antes das urnas
De acordo com a legislação eleitoral, secretários estaduais e ministros de Estado, além de governadores e prefeitos que queiram concorrer a um cargo diferente do que exercem, precisam se afastar da função até seis meses antes da votação. Neste ano, o prazo termina em 4 de abril.
Caso a regra não seja cumprida, o político fica inelegível para a disputa. Já deputados federais, estaduais e senadores não são obrigados a deixar os mandatos para buscar a reeleição ou tentar outro cargo eletivo.
Muitos outros saem do Governo do Paraná para disputar eleição
Além de Guto Silva, Beto Preto, Rafael Greca e o coronel Hudson Teixeira, vários outros integrantes do governo de Ratinho Junior, estarão fora, se desincompatibilizando dentro do prazo legal para a disputa das eleições em outubro.
Veja em ordem alfabética:
Alex Canziani da Inovação e Inteligência Artificial
Darlan Scalco, chefia de Gabinete
Do Carmo, da secretaria do Trabalho
Hélio Wiebinski do Esporte
Leandre Dal Ponte, da Mulher e Igualdade Racial
Leonaldo Paranhos do Turismo
Lucio Mauro Tasso da subchefia da Casa Civil
Luizão Goulart da Administração
Márcio Nunes da Agricultura
Marco Brasil, Indústria e Comércio
Rogério Carboni, da Família
Sandro Alex, da Infraestrutura
Santin Roveda do Detran
Ulisses Maia do Planejamento
Valdemar Jorge da Justiça e Cidadania
Dentre os nomes conhecidos que não devem se desincompatibilizar, está Norberto Ortigara, da Secretaria da Fazenda.

Presidente Lula e Gleisi Hoffmann. (Facebook)
Governo Lula inicia trocas em ministérios. Gleisi se desincompatibiliza
Paralelamente às mudanças no Paraná, o governo federal publicou nesta terça-feira, no Diário Oficial da União, as primeiras alterações na composição dos ministérios, em meio às articulações para as eleições gerais de outubro.
Entre as baixas previstas está a ministra Gleisi Hoffmann, que comanda a Secretaria das Relações Institucionais da Presidência. Gleisi, que ainda não teve a saída oficializada, deve concorrer a uma das vagas do Paraná no Senado pelo PT, partido do presidente Lula.
Elder Boff com Band/O Novo Oeste








