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Funcionários da BMG em Entre Rios do Oeste paralisam atividades por atraso de salários e FGTS

(Ilustração no site oficial da BMG)

Trabalhadores da empresa BMG, em Entre Rios do Oeste, PR, iniciaram uma paralisação por tempo indeterminado nesta segunda-feira (08). A categoria reivindica o pagamento dos salários atrasados e a regularização dos depósitos do FGTS, que não são realizados há cinco meses. Segundo os manifestantes, a falta dos valores tem impactado diretamente o pagamento de contas básicas e aluguéis.

Após o início do protesto, o diretor da empresa, Dorival Siqueira, conversou com os funcionários e explicou que os atrasos foram causados pelo bloqueio das contas judiciais da instituição.


Correio do Lago registrou o movimento paredista de funcionários da empresa na tarde desta segunda (J. Macedo/Correio do Lago)

A diretoria informou que já está trabalhando para resolver o problema e iniciou o envio de uma lista para realizar os pagamentos gradualmente via Pix, com previsão de conclusão até esta terça-feira.

A unidade da BMG instalada no município de Entre Rios do Oeste (PR) atua no setor de agronegócio e alimentos, especificamente na cadeia de produção animal e frigorífica.

A empresa opera na cidade por meio de braços como a BMG Foods (focada em importação, exportação e processamento de carnes bovina e suína) e a BMG Agrícola (historicamente ligada à suinocultura e à fabricação de alimentos para animais). Originalmente, a empresa foi adquirida pela paraguaia do Grupo Concepción, criada por um brasileiro.

Produtores foram prejudicados antes da BMG

A chegada da BMG a Entre Rios do Oeste ocorreu para preencher a lacuna deixada pela severa crise financeira e falência das operações da Comercial Rambo (conhecida regionalmente como Agrícola Rambo).

A antiga empresa acumulou vultosas dívidas com produtores de milho e terminadores de suínos, desencadeando fortes protestos e paralisando as atividades na região. Diante do colapso e visando a preservação da economia e dos postos de trabalho locais, o grupo BMG assumiu as instalações da massa falida, assinando posteriormente um contrato de concessão de uso com a prefeitura do município para reestruturar e modernizar o complexo industrial.

A Agrícola Rambo não decretou falência oficial, mas entrou em um processo de superendividamento em 2022, com dívidas superiores a R$ 150 milhões. Para reestruturar as finanças, a empresa arrendou suas instalações para a BMG Agrícola e realizou uma Ação de Repactuação judicial com seus credores, mas esta também, periodicamente, tem enfrentado dificuldades, causando dissabores a funcionários e fornecedores da matéria prima.




Elder Boff com informações do Correio do Lago

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