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O que se sabe até agora sobre o mega-assalto em Santa Rita? Veja sequência de imagens do ataque

(Imagens de câmeras de segurança)

Imagens das câmeras de segurança ao final desta matéria!

Investigações apontam rota por Itaipulândia e envolvimento de facções brasileiras, mas mídia paraguaia questiona levantamentos sobre grana roubada e lentidão na divulgação de detalhes

As investigações sobre o mega-assalto coordenado a instituições financeiras em Santa Rita, no Paraguai, avançaram de forma expressiva com a mobilização de forças de segurança dos dois lados da fronteira.

O ataque simultâneo contra três agências bancárias e uma casa de câmbio foi executado por um grupo de até 20 criminosos fortemente armados, utilizando táticas de “novo cangaço”, incluindo o uso de explosivos de alto poder destrutivo e reféns para garantir a fuga.

Rota de fuga pelo lago e carros queimados

Após a violenta ação na madrugada, a principal linha investigativa aponta que parte da quadrilha utilizou o Lago de Itaipu como rota de fuga estratégica para ingressar em território brasileiro.

Veículos utilizados pelo bando foram encontrados completamente queimados e abandonados às margens do lago, em pontos localizados entre Hernandarias e Santa Fe del Paraná.

A conexão com o Brasil ganhou força com operações na região oeste do Paraná. Em Itaipulândia, município brasileiro que faz fronteira hídrica com o Paraguai, um veículo carregado com explosivos foi interceptado pelo Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFRON).

Os suspeitos detidos na abordagem admitiram informalmente às autoridades a relação do material e da logística com o roubo em Santa Rita.

Prisões realizadas e suspeita de ligação com o crime organizado

Até o momento, seis suspeitos já foram presos preventivamente pelas autoridades paraguaias, incluindo cinco homens e uma mulher. Entre os detidos estão cidadãos paraguaios capturados em operações na região de Emboscada e um jovem brasileiro de 23 anos.

O Ministério Público do Paraguai já formalizou acusações que incluem roubo agravado, sequestro, associação criminosa e infrações à legislação de armas e explosivos.

O Comando Tripartite e a Polícia Nacional do Paraguai confirmaram que o crime foi cometido por um grupo híbrido, composto por assaltantes paraguaios e brasileiros.

Testemunhas relataram ter ouvido os criminosos conversando em português durante o assalto. A inteligência policial investiga a ligação direta dos envolvidos com grandes facções criminosas que atuam no Brasil, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) ou o Comando Vermelho (CV), devido ao alto nível de financiamento, armamento pesado e coordenação demonstrados.

Recuperação de valores e prejuízo financeiro

Apesar das prisões e da apreensão de materiais logísticos importantes (como celulares, mochilas e os explosivos localizados em Itaipulândia), o dinheiro roubado dos cofres das agências do Banco Familiar e do Banco GNB ainda não foi recuperado.

O montante exato subtraído segue sob sigilo pelas entidades financeiras e pela polícia. Nas outras duas instituições visadas — o ueno bank e a Casa de Câmbio Santa Rita Cambios —, os criminosos chegaram a instalar artefatos explosivos, mas o confronto com a polícia e a necessidade de uma fuga rápida impediram que os cofres fossem abertos.

As buscas continuam na região de fronteira para identificar os demais integrantes e rastrear o destino dos recursos financeiros.

(Clique para ampliar e novamente para retomar à matéria)

(Câmeras de segurança)







Elder Boff com inf. FEIA (Fonte Extra Intel. Art/Gemini)

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