Com quase a totalidade das urnas processadas, a candidata de direita Keiko Fujimori (Força Popular) consolidou sua liderança no segundo turno das eleições presidenciais do Peru e caminha para ser formalmente declarada a nova presidente do país.
De acordo com os dados mais recentes do órgão nacional de processos eleitorais (ONPE), com 99,69% das atas apuradas, Keiko registra 50,11% dos votos válidos, contra 49,82% de seu adversário de esquerda, Roberto Sánchez (Juntos pelo Peru). A diferença atual passa de 43 mil votos, um teto considerado estatisticamente irreversível para a oposição.
Polarização e voto a voto
A disputa repete o padrão histórico das últimas eleições peruanas, caracterizadas por uma fragmentação extrema no primeiro turno e uma divisão absoluta da sociedade no segundo.
- Reta final dramática: Durante a apuração, os candidatos chegaram a revezar a liderança por frações de décimos de ponto percentual.
- O fator exterior e capital: O avanço das atas da capital, Lima, e dos votos de peruanos no exterior deu o impulso final necessário para consolidar a vantagem da herdeira do fujimorismo.
Embora o anúncio oficial e a proclamação final pelo júri eleitoral possam demorar alguns dias devido à análise de atas contestadas, analistas e projeções matemáticas já apontam a vitória da candidata. Esta é a quarta vez que Keiko disputa o segundo turno presidencial, tendo sido derrotada por margens estreitas em 2011, 2016 e 2021.
O cenário que a nova presidente irá herdar
Se confirmada a vitória, Keiko Fujimori assumirá o cargo no dia 28 de julho, sucedendo o presidente interino José María Balcázar para um mandato de cinco anos (2026-2031).
O Peru viveu uma intensa instabilidade política na última década, tendo trocado de mandatário nove vezes em dez anos.
Embora o partido de Keiko, o Fuerza Popular, tenha conquistado a maior bancada no Congresso nesta eleição (41 das 130 cadeiras na Câmara e 22 das 60 no Senado), ela precisará costurar alianças em um Legislativo ainda fragmentado para garantir a estabilidade de sua gestão.
Suas promessas de campanha focam na retomada do crescimento econômico de mercado e no endurecimento de medidas de segurança pública contra a criminalidade.

Mapa político da América do Sul está eliminando a esquerda! (Infográfico G1)
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