Uma tragédia mobilizou as equipes de socorro na tarde de terça-feira (11) no bairro Jardim Maria da Luz, no município de Coronel Vivida, Sudoeste do Paraná. Uma bebê de apenas quatro meses de vida morreu após se engasgar com leite materno.
Segundo as informações apuradas, a mãe, uma jovem de 22 anos, havia amamentado a filha e em seguida a colocou no berço para dormir enquanto realizava afazeres domésticos. Ao retornar ao quarto para verificar como a criança estava, a mãe percebeu que a bebê não apresentava reações e estava desacordada.
Diante da situação desesperadora, a mãe iniciou os primeiros procedimentos de reanimação por conta própria e acionou o Corpo de Bombeiros. Ao chegarem ao local, os socorristas assumiram o atendimento e deram continuidade às manobras de desobstrução das vias aéreas e de ressuscitação cardiopulmonar.
A recém-nascida foi levada em estado grave à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Coronel Vivida, mas, apesar dos intensos esforços das equipes médica e de resgate, a criança não resistiu e o óbito foi confirmado na unidade de saúde. O corpo da bebê foi encaminhado ao Serviço Médico-Legal (SML) de Pato Branco para a realização de exames periciais.
O caso acende um alerta fundamental para pais e cuidadores sobre os riscos de broncoaspiração em recém-nascidos. Especialistas e órgãos de saúde reforçam que cuidados simples após as mamadas são vitais para evitar acidentes graves. A principal orientação da Sociedade Brasileira de Pediatria é manter o bebê na posição vertical (em pé no colo) por pelo menos 15 a 20 minutos antes de deitá-lo, garantindo que ele arrote e diminua a chance de refluxo. Além disso, a criança deve ser colocada para dormir sempre de barriga para cima, sem travesseiros ou objetos soltos no berço.
Em episódios de engasgo perceptível em bebês com menos de um ano, a recomendação imediata é acionar o socorro emergencial pelos telefones 192 (SAMU) ou 193 (Corpo de Bombeiros) e realizar a manobra de desobstrução: inclinar a criança de bruços sobre o antebraço, com a cabeça levemente mais baixa que o corpo, e aplicar cinco tapas firmes entre as escápulas com a palma da mão, alternando com compressões no centro do tórax caso as vias aéreas permaneçam obstruídas.
Lucas Oruam/FE com informações de Marechal News







