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Novo teste do SUS rastreia câncer colorretal em pacientes entre 50 e 75 anos

O Sistema Único de Saúde passou a incluir, a partir desta segunda-feira (10), o teste imunoquímico fecal (FIT) na tabela de procedimentos disponíveis à rede pública. A medida foi formalizada pela Portaria Saes/MS nº 4.642, de 6 de agosto de 2026, publicada no Diário Oficial da União pela Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (Saes), do Ministério da Saúde.

O exame, que pesquisa sangue oculto nas fezes, é destinado exclusivamente ao rastreamento bienal do câncer colorretal em homens e mulheres assintomáticos, com idade entre 50 e 75 anos.

A portaria deixa claro que o procedimento não se destina à investigação diagnóstica de pessoas com sintomas ou suspeita clínica da doença, casos em que outros exames continuam sendo indicados.

Segundo dados do Ministério da Saúde, o FIT apresenta sensibilidade entre 85% e 92% para identificar possíveis alterações, e a expectativa é de que a medida amplie o acesso de mais de 40 milhões de brasileiros à prevenção e à detecção precoce da doença.

O câncer colorretal é atualmente o segundo tipo de câncer mais frequente no país, excluindo os tumores de pele não melanoma, e o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 53,8 mil novos casos por ano no triênio 2026-2028.

Diferentemente dos exames antigos de sangue oculto nas fezes, o FIT utiliza anticorpos específicos para identificar sangue humano, o que aumenta a precisão do resultado. O paciente recebe um kit para coleta em casa, sem necessidade de preparo intestinal ou dieta restritiva, e pode fazer o exame com apenas uma amostra. Depois da coleta, o material é enviado para análise laboratorial e, caso o resultado indique sangue oculto, o paciente é encaminhado para exames complementares.

Apesar das vantagens de praticidade e menor invasividade do FIT, o Ministério da Saúde reforça que a colonoscopia continua sendo a principal forma de avaliação do intestino, já que permite visualizar diretamente o cólon e o reto e retirar pólipos durante o próprio procedimento, evitando que lesões evoluam para câncer.

O financiamento do novo procedimento ocorrerá pelo Programa de Atenção Básica (PAB), e a Coordenação-Geral de Gestão de Sistemas de Informação em Saúde ficará responsável por atualizar os sistemas Sigtap e SIA, usados pelo SUS para registro dos atendimentos. Embora a portaria já tenha validade a partir da publicação, a expectativa é de que o novo código apareça de forma efetiva nos sistemas de registro do SUS a partir do próximo mês.




Lucas Oruam/FE com informações de Agência Brasil e Ministério da Saúde

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