A confiança das empresas brasileiras registrou o pior resultado trimestral desde o início da série histórica. O Índice de Confiança Empresarial Economatica (ICEE) caiu para 8,1 pontos no segundo trimestre de 2026, ante 31,6 pontos no primeiro trimestre do ano.
O levantamento considera uma base fixa de 117 empresas, todas com os dados do 2T26 já processados, o que garante a comparabilidade direta entre os dois períodos. A retração de 23,5 pontos representa a maior queda trimestral registrada desde que o indicador começou a ser calculado, no primeiro trimestre de 2025.
O ICEE é elaborado pela Economatica e tem como objetivo medir o grau de otimismo ou pessimismo das companhias brasileiras em relação ao cenário de negócios, com base em informações extraídas dos resultados divulgados pelas próprias empresas. A forte deterioração do índice em apenas três meses indica uma mudança expressiva na percepção do ambiente econômico por parte do setor empresarial no país.
O recuo do ICEE não é um caso isolado. Outros indicadores de confiança empresarial também vêm mostrando piora ao longo de 2026. O Índice de Confiança Empresarial (ICE), calculado pela FGV IBRE com base em pesquisas de indústria, comércio, serviços e construção, caiu pela segunda vez consecutiva em agosto, para 91,1 pontos, com destaque negativo para a indústria, cuja confiança recuou 3,5 pontos no mês. Segundo a FGV, incertezas relacionadas a tarifas dos Estados Unidos e ao cenário eleitoral contribuíram para o enfraquecimento da confiança nos últimos meses.
Embora ICEE e ICE sejam calculados por metodologias diferentes, o movimento conjunto de queda reforça o sinal de que as empresas brasileiras têm adotado uma postura mais cautelosa diante das incertezas econômicas do período.
Lucas Oruam/FE com informações da Economatica e da FGV






