A Polícia Civil do Paraná cumpriu, na manhã desta segunda-feira (31), um mandado de busca e apreensão na sede da empresa responsável pelo Macuco Safari, dentro do Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu. A ação faz parte da investigação sobre o acidente que matou um turista holandês durante um passeio de barco nas Cataratas do Iguaçu.
A medida foi tomada depois que os investigadores identificaram problemas no material solicitado à empresa durante o andamento do inquérito. Segundo a Polícia Civil, parte das imagens entregues não estava completa e apresentava cortes. Além disso, a lista integral dos passageiros que estavam na embarcação no momento do acidente não teria sido apresentada.
Para os investigadores, a relação dos passageiros é importante porque pode ajudar a localizar pessoas que presenciaram o acidente e que ainda podem ser ouvidas como testemunhas.
Com autorização da Justiça, nove policiais participaram da operação. Foram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos que podem conter imagens, arquivos e outras informações relacionadas ao passeio. O material será analisado e poderá passar por perícia para auxiliar na reconstrução do que aconteceu.
A investigação busca esclarecer as circunstâncias que levaram ao tombamento da embarcação e à morte do turista. A Polícia Civil também aguarda informações solicitadas a outros órgãos públicos antes de avançar para novas etapas da apuração.
O acidente aconteceu em 28 de julho. A embarcação transportava oito pessoas, entre turistas holandeses e tripulantes, quando tombou durante o passeio. O turista Mark Lensink, de 25 anos, caiu na água, foi resgatado e recebeu atendimento médico, mas não resistiu. A morte foi provocada por afogamento.

O caso também é acompanhado por outras autoridades responsáveis pela fiscalização da navegação. Até o momento, a investigação policial não apontou oficialmente uma causa definitiva para o acidente.
Em nota, o Macuco Safari afirmou que mantém compromisso com a transparência e que vem colaborando com as autoridades, fornecendo informações e documentos solicitados. A empresa também declarou que continua prestando assistência às vítimas e aos familiares envolvidos.
As investigações continuam. A análise dos equipamentos apreendidos poderá ajudar a Polícia Civil a obter os registros originais do passeio e esclarecer pontos que ainda permanecem sem resposta.
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Lucas Oruam/FE com informações da Polícia Civil do Paraná






