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Casa caindo…(vídeo) Fonte Extra sempre denunciou desmandos de Moraes

Caso Banco Master: mensagens de Vorcaro reacendem suspeitas sobre relação com Alexandre de Moraes

Inúmeras publicações deste site sempre acompanharam a trajetória nebulosa da justiça brasileira na sua mais alta corte e agora, novos documentos e trocas de mensagens recuperados pela Polícia Federal no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, voltaram a colocar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no centro das investigações sobre o colapso da instituição financeira.



As mensagens antes da prisão

Dois dias antes de ser preso, em 15 de novembro de 2025, Vorcaro teria perguntado, em uma das mensagens periciadas pela PF, se achava que já precisaria “estar fora” na segunda-feira seguinte. No dia seguinte, voltou a questionar se havia chance de uma operação policial ocorrer já na manhã seguinte, chegando a sugerir um encontro presencial.

Em outro trecho, o banqueiro se disse “perplexo” com a situação. Ele foi efetivamente detido na noite de 17 de novembro de 2025, no Aeroporto Internacional de São Paulo, quando tentava embarcar em um jato particular, no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura fraudes no Banco Master.

As trocas de mensagens fazem parte de um relatório da Polícia Federal que teve o sigilo retirado pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF.

O Supremo Tribunal Federal, por meio de nota da sua Secretaria de Comunicação, afirma que essas mensagens específicas não teriam sido enviadas a Moraes, mas sim a outros contatos da agenda telefônica de Vorcaro. Segundo a Corte, a análise dos dados mostra que os prints estão vinculados a outros contatos telefônicos, e não ao ministro.

O contrato de R$ 50 milhões com aeronaves

Paralelamente, a PF identificou um segundo contrato entre uma empresa ligada a Vorcaro e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. Firmado em maio de 2025 pela holding patrimonial Viking Participações, o acordo prevê o pagamento de até R$ 50 milhões ao longo de 36 meses, sendo R$ 40 milhões quitados por meio da transferência de cotas de duas empresas donas de aeronaves — um jato executivo Legacy 650 e um helicóptero Airbus EC155 — e os R$ 10 milhões restantes referentes a despesas de uso dos bens.

Esse contrato é distinto de um primeiro ajuste, firmado diretamente pelo Banco Master no início de 2024, no valor aproximado de R$ 131 milhões, que prev­ia pagamento mensal de cerca de R$ 3 milhões líquidos ao escritório da advogada.

Procurada, a assessoria de Viviane Barci de Moraes afirmou que a proposta envolvendo as aeronaves foi extinta com a liquidação do Banco Master, que o escritório teve apenas uma contratação com a instituição e que nega qualquer transferência ou substituição de contrato — segundo a nota, nada chegou a ser assinado.

Repercussão na imprensa

O caso vem sendo tratado por veículos como G1, Estadão e Folha de S.Paulo, que noticiaram tanto as mensagens trocadas antes da prisão quanto os contratos entre Vorcaro e o escritório da mulher de Moraes. Outros pontos do relatório da PF, segundo a imprensa, incluem conversas em que Vorcaro teria dito a um diretor do Banco Central que Moraes pressionaria o então presidente da autarquia, além de referências a pelo menos seis encontros entre o banqueiro e o ministro.

O que ainda está em aberto

Até o momento, o STF nega que as mensagens atribuídas a Moraes tenham sido de fato destinadas a ele, e a defesa de Viviane Barci de Moraes nega irregularidade no contrato das aeronaves, classificando-o como proposta não concretizada. As investigações sobre o esquema do Banco Master — que apura suspeita de inflar artificialmente o patrimônio do banco para atrair captações sem lastro — seguem sob relatoria do ministro André Mendonça no STF.


Leia também:

Escândalo no STF: Moraes alterou minuta de contrato da esposa com o Banco Master

Manchetes de Fonte Extra







Elder Boff/FE. Matéria elaborada a partir de apuração jornalística com base em relatórios da Polícia Federal, notas oficiais do STF e cobertura de G1, Estadão, Folha de S.Paulo, Agência Brasil e outros veículos. Pontos ainda contestados pelas partes envolvidas tem espaço aberto para manifestação.

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