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(Vídeo) Semana do Trânsito reforça alerta sobre velocidade e comportamento nas vias em Santa Helena

A Semana Nacional de Trânsito, celebrada até o dia 25 de setembro, chama atenção neste ano para um dos principais fatores de risco nas vias, a velocidade. Sob o mote “Desacelere, seu bem maior é a vida”, a campanha reforça a importância de comportamentos mais seguros entre motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres. Em entrevista, a diretora de ensino do CFC Rota Oeste, Andreia Zaparte, falou sobre os riscos ligados ao excesso de velocidade e sobre os desafios da formação de condutores.

Segundo Andreia, o impacto de uma colisão está diretamente relacionado à velocidade dos veículos envolvidos. Em uma colisão frontal, as velocidades se somam, o que torna esse tipo de sinistro geralmente mais grave do que o impacto contra um objeto parado. Para ela, um dos maiores problemas observados no trânsito é a imaturidade de motoristas, muitas vezes associada à pressa do dia a dia e não apenas à idade ou ao tempo de habilitação.

A diretora também comentou as mudanças recentes no processo de formação de condutores, que reduziram a carga horária das aulas teóricas. Mesmo assim, o CFC Rota Oeste optou por manter uma carga mínima de teoria, entendendo que o processo de formação vai além de habilitar tecnicamente o motorista. Segundo ela, as turmas da autoescola estão mais cheias do que em anos anteriores, e os próprios alunos reconhecem a importância dessa preparação para a vida, não apenas para a prova teórica.

Professora na rede municipal de Santa Helena, Andreia defende que noções básicas de trânsito sejam trabalhadas desde os primeiros anos escolares, ainda que o tema não exista como matéria específica no currículo. Ela lembra que o trânsito começa no ser humano, e não no veículo, e que crianças já fazem parte desse espaço quando atravessam ruas ou circulam de bicicleta e patinete pela cidade.

Sobre os usuários de bicicletas e patinetes, cada vez mais presentes no trânsito, a diretora afirma que eles têm direitos e deveres como qualquer outro condutor, mas muitas vezes desconhecem as regras de circulação. O CFC Rota Oeste, em parceria com o Departamento de Trânsito Municipal, vem discutindo a necessidade de uma formação básica voltada a esse público. Segundo Andreia, cabe ao condutor do veículo maior a responsabilidade de cuidar do mais frágil no trânsito, seja ele ciclista, pedestre ou usuário de patinete.

A diretora também chamou atenção para uma mudança de linguagem promovida pelos órgãos de trânsito: o termo “acidente” vem sendo substituído por “sinistro de trânsito”, justamente para reforçar que a maioria das colisões tem causa evitável. De acordo com ela, cerca de 90% dos sinistros decorrem de falhas humanas, como falta de atenção ou desrespeito às regras, enquanto apenas 10% estão relacionados a falhas mecânicas ou das vias.

Confira o vídeo abaixo:



Lucas Oruam/FE com inf. Correio do Lago

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