O empresário do agronegócio Angelo Vinicius Carneiro Gomes, de 55 anos, foi encontrado morto dentro da própria casa, no bairro Nova Rússia, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. O corpo estava com as mãos amarradas, enrolado em um tapete e com sinais de violência. Três jovens foram presos em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina, suspeitos de latrocínio, o roubo seguido de morte.
De acordo com a Polícia Civil do Paraná (PCPR), Angelo morava sozinho e o crime teria ocorrido na madrugada entre quarta (14) e quinta-feira (15). Familiares estranharam o silêncio dele, que parou de responder às mensagens, e registraram o desaparecimento. Uma empresa de segurança que monitorava a residência foi até o endereço, não encontrou o empresário, mas viu a casa revirada, o que levantou a suspeita de crime. O corpo foi localizado na sexta-feira (16).
Com apoio de sistemas de monitoramento das rodovias, a polícia rastreou o carro de Angelo e descobriu que o veículo e o cartão de crédito dele estavam sendo usados em Balneário Camboriú. Câmeras de segurança flagraram os suspeitos fazendo compras com o cartão da vítima. As informações foram repassadas à Polícia Militar de Santa Catarina, que abordou o carro e deteve os três na sexta-feira (16). Segundo o delegado José Guilherme Fontana, eles teriam fugido para o litoral catarinense com o veículo e os cartões bancários do empresário.
Um dos presos, apontado pela polícia como o principal articulador do crime, confessou participação. Ele disse que houve luta corporal depois de uma discussão e que Angelo morreu por asfixia. Ainda conforme a polícia, um dos suspeitos indicou onde o corpo estava escondido dentro da casa, e um dos três era amigo da vítima. Os nomes dos investigados não foram divulgados.
O delegado ressaltou que a versão do suspeito será confrontada com outras provas. Para ele, o estado em que o corpo foi encontrado é incompatível com um confronto espontâneo, o que reforça a necessidade de aprofundar a investigação sobre a dinâmica e a motivação do crime. A polícia trabalha para definir a participação individual de cada envolvido.
Angelo era conhecido na região por arrendar terras para a produção rural de terceiros. Por decisão da família, não houve velório, e o sepultamento foi realizado no sábado (17), no Cemitério Santo Antônio, em Ponta Grossa.
Lucas Oruam/FE com inf. de Band Paraná, Terra MT Digital






