Por Elder Boff
Pesquisa do instituto Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira, 3, mostra que 62% dos brasileiros acham que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não deveria se candidatar à reeleição em 2026. Outros 35% apoiam a ideia e 3% não souberam ou não quiseram responder.
O índice dos que acham que Lula não deve tentar um quarto mandato cresceu dez pontos porcentuais desde o último levantamento do instituto, divulgado em dezembro do ano passado. Naquela pesquisa, o índice era de 52%, enquanto 45% achavam que o petista deveria se candidatar em 2026.
Em outro recorte, o levantamento apontou 44% dos eleitores brasileiros têm medo do retorno de Bolsonaro. Por outro lado, 41% dizem ter receio de um quarto mandato de Lula no Poder Executivo.

Caiado (MG) é aprovado por 86%, e Ratinho Jr. (PR), por 81% (divulgação)
Como 2026 é logo ali e entre ontem e hoje (sexta 4), alguns sinais importantes no xadrez político tem algumas peças se movimentando.
O governador do Paraná Ratinho Junior, em campanha para tentar emplacar definitivamente o seu nome no tabuleiro, recebe hoje Jair Bolsonaro em Curitiba para conversar.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou nesta quinta-feira (3) que não precisa de “apadrinhamento de A ou de B”, para disputar as eleições presidenciais em 2026. “A” não sei quem pode ser, mas “B”, todos sabem.
O governador confirmou que vai lançar a pré-candidatura ao Planalto nesta sexta-feira (4), em Salvador, na Bahia. “Eu já tenho uma vivência grande em campanhas eleitorais, então essa tese que ‘olha precisa ter o apadrinhamento de A e apadrinhamento de B’, é até por isso que eu já saí com antecedência para fazer aquilo que uma campanha precisa, fazer as prévias”, afirmou Caiado à CNN.

A nova ministra Gleisi Hoffmann, até reconhecendo que até aqui Lula vai mal, disse ontem após o lançamento do “Brasil Dando a Volta por Cima” que o governo vai entrar no segundo tempo. O primeiro tempo, se vê, jogou mal. Depois de muito aconselhado, Luiz Inácio vai (vamos ver se aguenta) evitar o improviso que ocasionou bastante dor de cabeça aos palacianos.
A meta é acelerar o Novo PAC, com R$ 1,8 trilhão em investimentos, seguir adiante com a reforma tributária de olho no dinheiro dos “tubarões” e firmar o país no âmbito mundial com a garantia de Dilma Rousseff reeditada no BRICS e o embaixador André Corrêa do Lago, amigo de Lula que será o presidente da COP30, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima.
Entretanto, o governo local enfrenta um cenário bem complicado lá fora com as guerras que influenciam aqui e a recessão nos países nos quais o Brasil compra e vende, sem contar o aspecto realístico que preocupa os profissionais da economia, com o déficit público que parece incontrolável, com o governo a continuar gastança sem provimento de recursos.
Os alimentos com preços absurdos e a derrocada da popularidade do presidente, inclusive no Nordeste, também são complicadores.
Aliado a tudo isso, neste jogo de xadrez, para dar o xeque-mate rumo a outubro do ano que vem, Lula e seus achegados terão que enfrentar adversários não só na oposição, mas também entre os correligionários descontentes.
Com inf. Mael Vale/Diário do Poder e Radio Bandeirantes.








