O desespero eleitoral cruzou a linha do respeito à fé e transformou símbolos religiosos em alvos de manipulação política. Nos últimos dias, o uso de boatos e desinformação envolvendo a imagem de Nossa Senhora Aparecida e sua condição de padroeira do Brasil, dominou o debate nacional, escancarando a estratégia de o olho no poder a qualquer custo.
Diante da repercussão, o candidato Flávio Bolsonaro reagiu com firmeza, classificando o boato como uma agressão brutal: “Foi como uma facada em mim”, desabafou, repudiando a exploração politiqueira da crença popular e rechaçando acusações infundadas sobre a Padroeira do Brasil.
A repercussão também mobilizou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que veio a público repudiar a desinformação e reforçar que a mentira jamais pode ser usada como ferramenta eleitoral.
A polêmica ganhou contornos ainda mais tensos quando o presidente Lula tentou repercutir o assunto durante entrevista à Band, mas acabou sendo confrontado e desmentido ao vivo por jornalistas ao tentar sustentar a narrativa falsa.
Em meio ao turbilhão, líderes e pastores evangélicos também emitiram notas oficiais de repúdio, unindo-se na defesa de que o sagrado e a liberdade de culto devem ser invioláveis.
Até pastores evangélicos fizeram uma nota oficial sobre o caso.

Elder Boff/FE






