Em uma decisão histórica que redefine a geopolítica da segurança nas Américas, o governo dos Estados Unidos incluiu formalmente as duas maiores facções criminosas do Brasil, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), em sua lista de Organizações Terroristas Estrangeiras.
A medida, que passa a valer oficialmente a partir de hoje, sexta-feira (5), representa uma mudança drástica na estratégia de Washington, que até então tratava os grupos como Organizações Criminosas Transnacionais, e equipara o nível de ameaça das facções brasileiras ao de grupos extremistas globais.
Com a nova designação, os mecanismos de sufocamento financeiro e operacional ganham contornos sem precedentes. A partir de agora, qualquer ativo ou recurso dessas facções sob jurisdição americana será sumariamente congelado pelo Departamento do Tesouro.
Além disso, a legislação de contraterrorismo dos EUA passa a punir com severidade máxima qualquer indivíduo ou instituição que forneça “apoio material” aos grupos, o que asfixia redes globais de lavagem de dinheiro, fornecedores de armas e canais de comunicação.
Na prática, a mudança também autoriza uma caçada jurídica internacional, facilitando extradições, proibindo a entrada de membros ou colaboradores em território americano e permitindo que agências como o FBI e a DEA atuem com inteligência de ponta nas fronteiras e em cooperação direta com as autoridades sul-americanas.
Especialistas apontam que o decreto reflete o reconhecimento formal de que a atuação do PCC e do CV há muito tempo extrapolou o narcotráfico convencional, utilizando táticas de terrorismo urbano, controle territorial violento e desestabilização de instituições democráticas para manter seus impérios.
A decisão coloca o Brasil no centro de uma nova dinâmica de segurança hemisférica, pressionando o continente a adotar uma postura ainda mais rígida e coordenada contra o avanço do crime organizado.








