A Justiça paraguaia intensificou as buscas por Glória Verônica Vera Benítez, esposa de Nivaldo Ouriques — apontado como o “Rei do Golpe” em conflitos agrários na região norte do Alto Paraná. A caçada humana teve início após o Ministério Público formular acusação formal e requerer a prisão preventiva da suspeita pelos crimes de produção e uso de documentos públicos falsos e associação criminosa.
De acordo com o relatório da investigação fiscal, Glória Vera Benítez integraria uma organização criminosa especializada na falsificação de contratos e títulos de propriedade. O objetivo do grupo era a apropriação ilegal de valiosas terras rurais, lesando gravemente produtores e proprietários legítimos da zona norte do departamento.
Clamor por prisão preventiva
Diante da gravidade dos fatos e do iminente risco de fuga ou de obstrução à Justiça, os investigadores do caso solicitaram formalmente que a acusada seja recolhida a uma penitenciária feminina assim que for capturada.
Este desdobramento é mais um capítulo de uma série de processos abertos nos últimos meses contra membros do mesmo núcleo familiar e empresarial. Para os denunciantes, as ações reiteradas evidenciam um modus operandi consolidado em manobras fraudulentas voltadas à grilagem de terras.
Empresário denuncia ameaças de morte
O caso ganhou contornos ainda mais dramáticos após graves denúncias feitas pelo empresário Doacir Bianchet. A vítima afirmou estar sofrendo ameaças de morte que partiriam diretamente de Nivaldo Ouriques, como retaliação pelas ações judiciais e denúncias movidas contra o esquema.
A denúncia sobre as ameaças já foi formalizada junto ao Ministério Público e corre em uma investigação fiscal paralela. Fontes ligadas ao caso expressaram profunda preocupação com a integridade física do empresário e de seus familiares, dado o histórico de violência e hostilidade atribuído a Ouriques nas disputas por áreas agrícolas no Alto Paraná.
As autoridades paraguaias agora correm em duas frentes: a elucidação do megaesquema de falsificação documental e a garantia de proteção às testemunhas e vítimas das supostas ameaças. O caso segue sob forte clamor público na região.
Elder Boff/Fonte Extra com Oscar Florentín / Últimas Noticias







