O rapto, paravelmente pelo EPP, Exército do Povo Paraguaio se deu em 21 de fevereiro.
O silêncio do grupo criminoso aumenta a preocupação, enquanto movimentações significativas das forças de segurança são relatadas em Canindeyú, departamento (estado) paraguaio em frente à Costa Oeste do Paraná.
A angústia cresce a cada dia para a família de Almir de Brum, de 32 anos, que está sequestrado há 11 dias sem qualquer comunicação do grupo criminoso que o mantém em cativeiro. O silêncio absoluto deixa seus entes queridos apreensivos, vivendo horas de profunda incerteza sem qualquer prova de vida ou informação sobre seu estado de saúde.

Desde o último comunicado divulgado na quarta-feira passada, no qual a família pediu novamente ao autoproclamado Exército Popular Paraguaio (EPP) um sinal confirmando que Almir está vivo, não houve nenhum novo contato. Naquela ocasião, a família reiterou seu apelo por humanidade e sua disposição para o diálogo, buscando qualquer caminho que pudesse levar à sua libertação.
Enquanto isso, na região de Yerutí, Canindeyú — local do sequestro enquanto Almir trabalhava em sua fazenda durante na colheita de soja — observou-se significativa atividade das forças de segurança durante o fim de semana. Embora as operações de inteligência estejam em andamento, nenhum resultado oficial ou detalhe foram divulgados até o momento.

Local do sequestro do filho de brasileiros no PY. (Reprodução)
O que foi feito?
O governo nacional anunciou um plano de ação de segurança após o sequestro de Almir de Brum, ocorrido nesta área de fronteira entre os departamentos de Caaguazú e Canindeyú. A decisão foi tomada após uma reunião do Conselho Nacional de Defesa (Codena), convocada para analisar a situação e coordenar as respostas ao ocorrido, tão logo foi anunciado o sequestro.
Como parte dessas medidas, o presidente Santiago Peña assinou um decreto que fortalece a capacidade operacional das Forças Armadas em áreas consideradas de alto risco. O objetivo é aumentar a presença militar e possibilitar o destacamento de maiores recursos em territórios onde foram detectadas ameaças de grupos armados.
Mas, a falta de respostas até agora, mantém a família em um estado de angústia e incerteza, agarrando-se à esperança de receber qualquer notícia que alivie seus temores e revele o paradeiro do jovem trabalhador, filho de brasileiros.

Imagens do autointitulado Exército do Povo Paraguaio, EPP (Reprodução)
Elder Boff via Aguaray Press/Despertar Juvenil/ABC Color







