Uma menina de 1 ano e 9 meses permanece internada em estado grave no Hospital Universitário de Maringá (HU) após sofrer queimaduras provocadas por água quente durante um acidente doméstico em Mandaguaçu, na região de Maringá, no Norte do Paraná. O caso aconteceu na quinta-feira (27), no Parque Ouro Verde, e mobilizou equipes de emergência e o serviço aeromédico do Samu.
Segundo informações repassadas pelo médico Maurício Lemos, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a criança estava brincando enquanto a mãe preparava comida. Em determinado momento, ela teria puxado equipamentos ou utensílios que estavam sobre o fogão, provocando o derramamento de água quente sobre o corpo. As informações sobre a dinâmica do acidente foram repassadas pelas equipes que atenderam a ocorrência.
A gravidade das lesões fez com que os socorristas classificassem o caso como delicado. A criança precisou ser intubada ainda durante o atendimento e foi estabilizada antes de ser transferida para Maringá. Segundo o médico do Samu, as queimaduras foram provocadas por uma escaldadura e apresentavam gravidade suficiente para exigir atendimento especializado.
Após os primeiros atendimentos, o helicóptero do Samu foi acionado para realizar o transporte aeromédico. A aeronave saiu do aeroporto de Maringá e seguiu até Mandaguaçu. Depois de ser estabilizada pela equipe médica, a menina foi levada de helicóptero até Maringá. Após o pouso, uma ambulância deu apoio para transportar a criança até o interior do Hospital Universitário, onde ela passou a receber atendimento especializado.
No hospital, a criança permanece intubada e em estado grave. Segundo atualização divulgada pelo GMC Online nesta sexta-feira (28), ela ainda não apresentava condições clínicas para ser transferida para um hospital de referência em tratamento de queimados. A equipe médica avalia a evolução do quadro e os próximos procedimentos necessários.
Entre as possibilidades avaliadas pelos médicos está a realização de um desbridamento, procedimento utilizado em determinados casos de queimaduras para remover tecidos atingidos e auxiliar no tratamento das lesões. A necessidade e o momento da realização do procedimento dependem da avaliação da equipe especializada do hospital.
Informações divulgadas por outros veículos apontam que as lesões atingiram áreas como o tórax e membros superiores, mas há divergências entre os relatos sobre a extensão exata das queimaduras. Por isso, o mais seguro é considerar as informações confirmadas pelas equipes de atendimento e pelo hospital.
O acidente também chama atenção para os riscos de queimaduras envolvendo crianças pequenas, especialmente na cozinha. Panelas, chaleiras e recipientes com água ou outros líquidos quentes podem provocar lesões graves mesmo em acidentes aparentemente rápidos. A recomendação é manter crianças afastadas do fogão durante o preparo dos alimentos e evitar deixar recipientes com líquidos quentes ao alcance delas.
Até a última atualização disponível, divulgada nesta sexta-feira (28), a menina seguia internada em estado grave no Hospital Universitário de Maringá. Não havia, até então, informação oficial sobre uma melhora significativa do quadro clínico.
Lucas Oruam/FE com informações de GMC Online e Portal Nova Santa Rosa.






