A Justiça do Paraguai decretou neste sábado a prisão preventiva do ex-presidente da República, Santiago Peña, no âmbito da investigação penal relacionada ao Ueno Bank.
A decisão foi tomada pelo juiz penal de garantias Humberto Otazú após a audiência de imposição de medidas cautelares realizada no Palácio da Justiça, notadivulgada pelo jornal paraguaio ABC Color.
Peña deverá cumprir a prisão preventiva nas instalações do Regimento Escolta Presidencial, conforme estabelecido pela determinação judicial.
O ex-mandatário foi formalmente imputado por suposta lesão de confiança, como instigador, e administração em proveito próprio, na qualidade de autor, dentro da causa N° 92/2026.
O Congresso paraguaio considerou Peña culpado de improbidade administrativa e mau desempenho de funções. A acusação detalhou que fundos de pensão de aposentados foram multiplicados dentro do Ueno Bank — instituição na qual Peña tinha participação econômica.
Após perder o cargo e a imunidade, a Justiça determinou sua prisão preventiva devido a investigações de corrupção, incluindo a descoberta de US$ 200 mil em dinheiro vivo em sua residência
Gastronomia prisional x bons restaurantes
Na manhã deste sábado o presidente tomou café da manhã de cozido com leite, bolacha e ovo mexido.
De acordo com registros oficiais da Presidência do Paraguai, em setembro passado, Peña realizou uma agenda oficial em Nova York, onde concedeu a licença oficial de “Marca País” ao renomado restaurante gastronômico I Love Paraguay, localizado no Queens, marcando a primeira distinção deste tipo feita fora do território paraguaio.
Elder Boff






