Natália Hanzen Wendling faleceu nesta sexta-feira (10) aos 84 anos de idade. Seu corpo está sendo velado no Cenáculo em Missal.
Haverá celebração de despedidas às 9h deste sábado e logo após o corpo será trasladado para a sede do distrito de Vista Alegre, também em Missal, PR, onde será sepultado.
Trajetória participativa de uma mulher destacada
Dona Natália foi muito mais do que o nome de uma mulher. Foi a base de uma família, um exemplo de fé, coragem e amor. Nascida em 25 de maio de 1942, na cidade de Cerro Largo/RS, filha de Maria Damke Hanzen e José Hanzen, dona Natália iniciou sua caminhada construindo uma história marcada pela simplicidade, pelo trabalho e pela dedicação à família.
Casou-se com Aloysio Wendling em 30 de agosto de 1958 e juntos formaram uma união sólida, construída sobre companheirismo, respeito e muita luta. Dessa união nasceram 7 filhos, que mais tarde deram continuidade à família com 17 netos, 17 bisnetos e 1 tataraneto — gerações que hoje carregam consigo um pouco da essência, dos ensinamentos e do amor deixado por ela.
No ano de 1968, dona Natália e seu esposo deixaram o Rio Grande do Sul rumo ao Paraná, em busca de uma vida melhor. Chegaram à Vista Alegre, na cidade de Missal, quando tudo ainda era muito difícil. Foram pioneiros, enfrentaram o desconhecido, desbravaram áreas de puro mato e começaram praticamente do zero. Com coragem e determinação, ajudaram a construir não apenas uma vida para sua família, mas também parte da história daquela comunidade.
Ao longo da vida, dona Natália encontrou felicidade nas coisas simples. Era apaixonada por suas flores, que cultivava com carinho e dedicação, talvez da mesma forma como cultivava sua família: com cuidado, paciência e amor. Gostava de pescar, de reunir os netos para jogar baralho, tomar mate doce e comer pipoca. Viver esses pequenos momentos para ela tinha um grande valor.
Participou ativamente do clube de mães de União da Vitória, do clube de mães de Vista Alegre e participou como voluntária no clube de idosos, onde fez grandes amizades e teve oportunidade de fazer viagens memoráveis com o grupo. Quem conviveu com ela certamente lembra também de sua inseparável cadeira de balanço, lugar onde descansava, observava a vida e acolhia a todos com sua presença tranquila.
Uma mulher que esteve à frente de seu tempo, pois tinha CNH e dirigia seu Corcel I marrom, que fez parte da sua história e das lembranças da família. Além disso, cuidava da parte burocrática da propriedade, como documentações, impostos, entre outros.
Dona Natália também foi exemplo de fé e devoção. Sempre teve uma vida muito religiosa, sustentada pela confiança em Deus e pelos valores que transmitiu aos filhos, netos e bisnetos. Sua fé guiou seus passos durante toda a caminhada e hoje conforta aqueles que ficam. Possuia uma devoção especial a Nossa Senhora Aparecida e por muitos anos zelou uma capelinha na linha União da Vitória.
Hoje, a saudade é grande. O silêncio deixado por sua partida dói profundamente. Mas maior do que a dor é a gratidão. Gratidão por tudo o que ela foi. Gratidão pelo amor que ofereceu sem medida. Gratidão pelos ensinamentos, pelas histórias, pelos abraços, pelas conversas, pelas orações e pelo exemplo de vida.
Foi a matriarca desta família. Uma mulher forte, batalhadora, amorosa e inesquecível. E mesmo que hoje nos despedimos de sua presença física, seu legado permanecerá vivo em cada filho, neto, bisneto e tataraneto que tiveram o privilégio de conhecê-la e amá-la.
Que Deus a receba em paz, e que fique para sempre em nossos corações a lembrança de sua vida, do seu amor e da sua história.

Elder Boff/Fonte Extra com inf. Funerária S. José/Cenáculo Acolhimento







