Uma operação conjunta do Batalhão de Polícia de Fronteira e do Ministério Público do Trabalho resgatou, na última segunda-feira (6), 18 trabalhadores rurais encontrados em condições análogas à escravidão em uma propriedade rural de Ivaté, no Noroeste do Paraná. A ação foi deflagrada após solicitação de apoio feita pelo MPT de Umuarama ao BPFron.
Ao chegarem à fazenda, as equipes encontraram os trabalhadores atuando na colheita de mandioca. Durante as entrevistas e inspeções realizadas por peritos do Ministério Público do Trabalho, foram constatadas diversas irregularidades que caracterizaram a situação degradante.
Segundo o MPT, as vítimas residiam em uma casa alugada no município de Tapira, considerada totalmente insalubre. No imóvel havia condições precárias de higiene e habitação, além de escassez de alimentos. Conforme relatos colhidos durante a fiscalização, alguns trabalhadores já enfrentavam situação de fome.
Após o resgate, os trabalhadores receberam orientações, foram retirados do local e encaminhados a uma casa de apoio em Umuarama, onde passaram a receber assistência do Ministério do Trabalho. O responsável pela propriedade foi identificado e conduzido à Delegacia da Polícia Federal de Guaíra, que dará continuidade à investigação e às medidas de autuação criminal.
O caso não é isolado na região. O Noroeste do Paraná registra ocorrências recorrentes de trabalho análogo à escravidão, especialmente em lavouras de mandioca, com trabalhadores em situação de vulnerabilidade aliciados com promessas de emprego e condições dignas que não se confirmam na prática.
Em janeiro de 2024, uma operação semelhante do BPFron com o MPT resultou no resgate de 15 trabalhadores paraguaios na região de Icaraíma, também em condições degradantes em lavoura de mandioca.












