Cena terrível do frio assassinato de brasileira no Paraguai (vídeo ao final da matéria da hora do sequestro e a execução da mulher)
A Polícia Nacional do Paraguai confirmou que o corpo encontrado na manhã de terça-feira, 20 de outubro de 2026, no bairro Cerro Corá’i, em Pedro Juan Caballero, pertence a Marcelo Juan Ortiz Moura, brasileiro de 26 anos. O jovem havia sido capturado e levado à força na madrugada do dia anterior (19 de outubro) por um grupo armado de cerca de dez homens vestindo roupas táticas pretas.
A identificação oficial foi confirmada pelo Departamento de Criminalística por meio de perícia datiloscópica (impressões digitais) e cruzamento de dados com autoridades fronteiriças.
Durante o aprofundamento das investigações, os agentes constataram que a vítima utilizava dupla identidade. No Brasil, ele possuía registro oficial sob o nome de Marcelo Ruan Lázaro Ortiz, figurando como foragido da Justiça brasileira por conta de um mandado de prisão em aberto pelo crime de tráfico de drogas, vinculado à comarca de Campo Grande (MS).
As autoridades apontam que esse histórico reforça a hipótese de acerto de contas ou disputa pelo controle do crime organizado na faixa de fronteira.
O cadáver da vítima foi encontrado em uma área vicinal de matagal apresentando severos sinais de violência e execução. O homem estava com as mãos amarradas para trás e trazia uma bolsa de polietileno cobrindo a cabeça, evidenciando o padrão de atuação de facções criminosas locais.
Próximo à região, a polícia também localizou um veículo modelo SUV queimado, que pode ter sido utilizado pelos executores durante a fuga do local.
Mulher da vítima também foi morta
A execução do rapaz está diretamente relacionada ao assassinato de sua companheira, a brasileira Carolina Benites Arce, de 27 anos, morta na mesma ação violenta. O bando armado forçou a entrada do imóvel do casal, localizado no Bairro Obrero, e efetuou diversos disparos de armas de fogo contra a mulher na frente da residência antes de arrebatar Marcelo e colocá-lo em um dos veículos da quadrilha.
A Divisão de Homicídios do Ministério Público do Paraguai conduz as investigações em cooperação com as forças policiais brasileiras.
As equipes apuram a autoria do crime e buscam rastrear o itinerário dos suspeitos para elucidar completamente a motivação do duplo homicídio na Tríplice Fronteira.
As informações são da Polícia Nacional do Paraguai (especificamente o Departamento de Criminalística e o Departamento de Homicídios/Investigaciones de Amambay) e do Ministerio Público (promotoria encarregada da comarca de Pedro Juan Caballero).
Foram estas instituições que colheram as impressões digitais, periciaram a cena do crime, confirmaram a identidade do corpo e constataram os registros do mandado de prisão com a Polícia Civil / Polícia Federal do Brasil.
ATENÇÃO, CENAS FORTES, INAPROPRIADAS PARA MENORES E PESSOAS SENSÍVEIS
Elder Boff FE com inf. também de Unicanal






