Há duas semanas, o Porto de Santa Helena já passou por uma paralisação em função da greve dos auditores da Receita Federal, conforme noticiado aqui.
Nesta terça-feira (1), mais uma vez tudo parado e segundo fontes, nesta quarta, dia 2 de abril, também vai ficar tudo parado, de novo efeito do movimento dos funcionários da Receita.
Desta maneira, o despacho aduaneiro fica comprometido e o número de caminhões parados é grande, dando prejuízo aos caminhoneiros, balsas, cooperativas e empresas privadas que se utilizam da travessia Brasil/Paraguai e vice-versa.
A greve dos auditores-fiscais da Receita Federal, já se estende por quase cinco meses e periodicamente tem acontecido estas operações de paralização total.

Balsas também ficam paradas (Divulgação)
O movimento suspendeu temporariamente o desembaraço aduaneiro de mercadorias, um procedimento essencial para a liberação de produtos que entram e saem do país.
Essa medida, que afeta diretamente a economia, não só da região, mas de todo o país, pois o movimento é nacional. A medida é uma intensificação da operação-padrão, que está em vigor desde o início da paralisação.
Alerta ao governo
“A operação Desembaraço Zero torná insustentável e oneroso o processo de importação, prejudicando os consumidores brasileiros, que enfrentarão ainda mais atrasos e dificuldades no acesso a produtos essenciais, prejudicando diretamente sua qualidade de vida e bem-estar”, destacaram o Instituto Livre Mercado (ILM) e a Frente Parlamentar pelo Livre Mercado (FPLM), em carta enviada ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Porto de Paranaguá também é afetado (Felipe Sant’Ana/TCP)
Numa média geral no Brasil, o tempo de desembaraço de cargas também aumentou significativamente: exportações passaram de quatro para oito dias e importações de sete para 14 dias. O processo completo pode levar até 21 dias, incluindo recebimento, inspeção, pagamento de tributos e liberação final.
No Porto Internacional de Santa Helena, o desembaraço é sempre mais ágil, bem mais rápido do a média nacional e até do que em Foz do Iguaçu, por isso a preferência de muitos transportadores.
O que querem os auditores?
Os auditores, representados pelo Sindifisco Nacional, reivindicam um reajuste salarial que cubra as perdas inflacionárias acumuladas, argumentando que o atraso na reposição salarial compromete a capacidade dos auditores de executar suas funções de maneira adequada.
O sindicato destaca, no entanto, que os auditores reconhecem a importância de suas atividades para o funcionamento do Estado e estão dispostos a encerrar a greve assim que o governo federal apresente uma proposta concreta.
Fonte Extra com inf. Veja







