A Lar Paraguay completa nesta quinta-feira (6), 30 anos de atuação no país vizinho. Celebrar o aniversário é reconhecer uma trajetória construída com trabalho, cooperação e o compromisso de gerar valor para as pessoas e para o campo. Ao longo destas três décadas, cada passo fortaleceu uma história marcada pela confiança, pela inovação e pelo desenvolvimento compartilhado, reafirmando o propósito de crescer junto com quem faz parte dessa caminhada.
A chegada da Lar ao Paraguai aconteceu em 6 de agosto de 1996, quando a cooperativa iniciou suas atividades em um pequeno barracão em Cidade do Leste, atuando na compra de grãos e na venda de defensivos agrícolas. Desde então, a operação se expandiu gradativamente, com a instalação de unidades em Monday, Nova Esperança, Procópio, Tape Porã, San Alberto, Margarita e Yguazú, consolidando presença no leste paraguaio, região reconhecida pela fertilidade das terras às margens do lago de Itaipu e pela forte produção de soja, milho e trigo.
Em 2016, quando completou 20 anos, a Lar Paraguay já contava com 10 unidades, mais de 1.100 clientes, a maioria brasiguaios, e um quadro de 160 funcionários fixos e outros 60 temporários.
Ao longo dos anos, a operação paraguaia também avançou em qualidade e certificações. A sede da Lar Paraguay e a unidade de San Alberto obtiveram as certificações internacionais ISO 9001 (Gestão da Qualidade), ISO 14001 (Gestão Ambiental) e ISO 45001 (Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional), tornando a Lar Paraguay a única empresa do setor agrícola paraguaio a conquistar os três selos.
O que começou em 1996 como uma resposta à necessidade de assistência técnica de produtores parceiros de cooperativas no Brasil, é hoje uma estrutura robusta com 24 unidades de coleta estrategicamente distribuídas em cinco departamentos: Alto Paraná, Itapúa, Canindeyú, Caazapá e Caaguazú.

A cooperativa também promove ações voltadas às mulheres do agronegócio, com palestras e capacitações realizadas em datas como o Dia Internacional da Mulher e o Outubro Rosa.
Para marcar data, a empresa lançou a campanha “Lar Paraguay 30 Años”, com sorteio de três caminhonetes 0km e outros prêmios entre produtores associados. Podem participar quem entrega 30 toneladas de grãos na LAR S.R.L. ou realiza compras de US$ 3.000 em insumos agrícolas, além de cupons distribuídos na compra de marcas parceiras.

Nas últimas décadas a presença em solo guarani se tornou peça estratégica dentro do sistema Lar, sustentando parte do abastecimento de grãos que alimenta as cadeias de produção de ração, aves e suínos da cooperativa no Brasil, já que a região Oeste do Paraná não produz milho suficiente para atender à própria demanda.
A operação no Paraguai também acompanha o crescimento da Lar Cooperativa Agroindustrial como um todo: em 2025 a cooperativa faturou R$ 23,2 bilhões, encerrou o ano com 15.555 associados bem próximo de 25 mil funcionários, e projeta faturamento de R$ 26,4 bilhões para 2026.
Ao completar 30 anos, a Lar Paraguay segue com a proposta que guiou sua chegada ao país: unir tecnologia, relacionamento próximo com o produtor e compromisso de longo prazo com o desenvolvimento da agricultura na região. As comemorações alusivas à data do trigésimo aniversário se darão nos dias 26 e 27 deste mês.

Lar Paraguay também gera muitos empregos no país.
Impacto positivo para as pessoas
Em conversa com a ABC Rural, Rogério Luis Butzen, gerente geral da empresa, explica a fórmula desse sucesso que combina a tradição cooperativa com a gestão empresarial de ponta.
Hoje, a LAR Paraguai não só comercializa insumos, como também é um ator fundamental nas exportações de grãos, fechando um círculo virtuoso que beneficia tanto a empresa quanto o produtor.
Com uma força de trabalho de 450 funcionários permanentes, que chega a 650 durante a alta temporada, a empresa impacta diretamente o bem-estar de cerca de 2.600 pessoas.

Infraestrutura e logística
A infraestrutura da LAR Paraguai é uma prova do seu compromisso com o país. Com uma capacidade de armazenamento estático de 460.000 toneladas por safra, a meta para este ano é ambiciosa: movimentar 1.200.000 toneladas de grãos.
“Prevemos estocar 600 mil toneladas de soja e uma quantidade semelhante de milho, além de cerca de 50 mil toneladas de trigo”, explica o executivo. A logística é vital para movimentar esse volume. Butzen dá um exemplo claro: “Enviar 1.000 toneladas de soja para o Brasil exige 33 caminhões. O produtor precisa ser pago assim que entrega o grão, mas nós só recebemos quando o último caminhão chega ao destino. É aí que o apoio financeiro e a eficiência operacional fazem toda a diferença.”
Um dos pilares da LAR é a inovação tecnológica. Embora a produtividade média nacional da soja no Paraguai seja de cerca de 3.000 quilos por hectare, os produtores que trabalham com a LAR alcançaram resultados surpreendentes.
“Na última safra, tivemos produtores que ultrapassaram os 6.000 quilos por hectare”, afirma Butzen com orgulho. Este é o resultado do projeto “+5.000 Azul”, uma iniciativa que visa ajudar os agricultores a obterem maiores rendimentos através da implementação de biotecnologia, nutrição do solo, sementes certificadas e práticas de manejo biológico de ponta. “Não é por acaso; é tecnologia aplicada a serviço da terra.”

Rogerio Butzen, gerente geral Lar Paraguay. (Divulgação)
Visão para o futuro: entre o Chaco e a industrialização
Olhando para o futuro, a LAR Paraguai tem um caminho claro a seguir. Enquanto no Brasil a cooperativa está expandindo fortemente seu setor industrial, principalmente na avicultura, no Paraguai o foco atual permanece na comercialização de insumos e na aquisição de produtos.
Em relação ao Chaco paraguaio, Butzen mantém uma visão cautelosa, porém otimista. “É uma região com enorme potencial, que já estamos constatando com extensas experiências agrícolas.
No entanto, o regime de chuvas continua sendo o principal desafio. Para que a indústria opere durante todo o ano, a produção precisa ser constante, e a região do Chaco ainda precisa superar essa barreira climática para se tornar uma zona de desenvolvimento constante de grãos.
Por ora, o objetivo é continuar instalando silos onde a demanda dos produtores assim o exigir, garantindo sempre que cada grão coletado tenha um mercado seguro, principalmente no Brasil, consolidando assim um modelo de negócio que se mostra bem-sucedido há 30 anos.
Elder Boff e Lucas Oruam/Fonte Extra






