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Os ventos da sucessão sopram na direção de Ratinho Júnior

Ilustração (Astrologyk.)

Por Caio Gottlieb*


Setembro se despede deixando duas certezas no tabuleiro da próxima sucessão presidencial.

A primeira, nenhuma surpresa: Lula é candidatíssimo a um quarto mandato, em plena campanha disfarçada de governo, abrindo pacotes de bondades sem qualquer pudor com o equilíbrio fiscal ou a saúde das contas públicas.

A segunda certeza é um tanto mais desconfortável: a direita segue órfã de um nome natural, ainda patinando em idas e vindas, com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, cada vez mais propenso a se manter no conforto quase garantido de uma reeleição ao Bandeirantes.

É nesse vácuo que a bússola política começa a apontar para o Sul.

No domingo, 21, um jantar reservado na casa do presidente do PSD, Gilberto Kassab, em São Paulo, reuniu lideranças e praticamente selou a pré-candidatura do governador paranaense Ratinho Júnior ao Palácio do Planalto.

O entusiasmo do grupo era evidente — o clima, segundo testemunhas, de “favas contadas”.

A imprensa nacional captou a movimentação

O site Metrópoles registrou o jantar como ponto de partida da pré-campanha.

A revista Veja foi além: revelou que nomes de peso foram sondados para a comunicação, incluindo o marqueteiro Nizan Guanaes, responsável pelas campanhas vitoriosas de FHC, que recusou o convite por não querer mais se envolver em política.

Relatou ainda que os convivas avaliaram com otimismo os números da pesquisa Genial/Quaest, onde Ratinho aparece competitivo contra Lula — 44% a 32% no segundo turno — em patamar semelhante a Tarcísio, Romeu Zema e Ronaldo Caiado, e à frente de outros postulantes como Eduardo Leite e Eduardo Bolsonaro.

Já a Folha de S. Paulo, por sua vez, destacou o gradual “descolamento” da candidatura de Tarcísio e a aproximação do Centrão a Ratinho, citando sondagem do Datafolha que mostra o paranaense com 40% contra 45% de Lula, praticamente empatado com o desempenho do governador paulista.

Claramente o processo se afunila

E nesse contexto, a notícia que selou a semana antevendo a expectativa de uma definição para o campo da direita foi a revelação do portal Poder360 de que Tarcísio, em breve, deverá comunicar pessoalmente a Jair Bolsonaro sua decisão de disputar a reeleição em São Paulo, e — veja a força do destino atuando — sugerir ao ex-presidente que Ratinho é o melhor nome da oposição para a corrida presidencial.

No mesmo compasso, análises da CNN registraram que setores do Palácio do Planalto enxergam o governador do Paraná como candidato ainda mais perigoso que Tarcísio: tem luz própria, mantém sólida aliança com Bolsonaro e não carrega o estigma da polarização.

Traduzindo em metáfora simples, enquanto Tarcísio recua, a candidatura parece cair no colo de Ratinho Júnior.

E não é apenas a política que alimenta esse enredo

O governador retorna de uma agenda no exterior que o levou à Espanha e à Alemanha, onde reuniu-se com grandes companhias e instituições que planejam ampliar parcerias com o Estado, ao mesmo tempo em que exibe números recordes de sua gestão: entre janeiro e agosto, o Paraná liquidou R$ 2,3 bilhões em investimentos, o maior volume da série histórica, 49% acima do registrado em 2024.

Ao todo, são R$ 4,4 bilhões empenhados em transporte rodoviário, infraestrutura urbana, saúde e educação. Além disso, o Estado também superou de forma expressiva os mínimos constitucionais em áreas essenciais: destinou 32% à educação (quando o piso é 25%) e 12,71% à saúde (quando a obrigação é 12%).

Outro destaque foi o aumento dos investimentos em ciência e tecnologia, que chegaram a 1,12% da receita base de cálculo, mais que o dobro do registrado em 2024: saltaram de R$ 94,7 milhões para R$ 213,7 milhões.

Não é à toa, portanto, que Ratinho Júnior desfrute de aprovação superior a 85% entre os paranaenses.

Na moldura da disputa presidencial, soma-se ainda a popularidade de seu pai, o apresentador Ratinho, especialmente no Nordeste, onde se projeta como cabo eleitoral capaz de furar a bolha petista.

Tudo parece alinhar-se: a força administrativa, a projeção nacional de um Estado com expressivos avanços sociais e econômicos, a interlocução internacional, a convergência das circunstâncias políticas e o apoio que ecoa de diferentes setores.

Os astros, de fato, parecem conspirar para que o Paraná seja o berço de uma candidatura presidencial com potencial de abalar as estruturas da competição.

No calendário chinês, 2026 será o Ano do Cavalo. No Brasil, talvez seja o Ano do Rato.

*Jornalista, publicitário, fundador e sócio-proprietário da Caio Publicidade, atua na TV Tarobá desde a sua fundação em 1979, conduzindo o programa de entrevistas Jogo Aberto.





Fonte Extra

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