Por Caio Gottlieb
Eduardo Bueno, o Peninha, voltou a ocupar as manchetes — não por seus livros de história, mas pelo ato grotesco de celebrar o assassinato do ativista conservador norte-americano Charlie Kirk.
Aplausos, escárnio, sarcasmo mórbido: nada surpreendente para quem há muito se habituou a destilar discursos de ódio, invariavelmente contra adversários de direita, chegando ao cúmulo de desejar-lhes a morte como se fosse exercício de liberdade criativa.
O episódio rendeu indignação generalizada.
O Senado, onde ele ocupava cargo no Conselho Editorial, não resistiu à pressão e o demitiu. Uma palestra na PUC foi suspensa, e outras portas se fecharam depois da performance macabra.
Mas, ainda assim, Peninha segue muito bem recompensado pelo poder público: seus negócios com o atual governo Lula vão lhe render quase 5 milhões de reais.
O mais vistoso deles é um contrato de mais de R$ 3,2 milhões assinado em janeiro com a Caixa Econômica Federal, sem licitação, para atualizar dois livros de sua autoria sobre a trajetória do banco. Um cheque generoso, pago com o dinheiro do contribuinte, para quem se especializou em dizer em voz alta aquilo que os figurões da esquerda não ousam assumir.
A contradição salta aos olhos.
Enquanto o STF só enxerga “discurso de ódio” na direita, passa em silêncio quando um militante esquerdista reincidente cruza todos os limites da civilidade.
Peninha é o porta-voz terceirizado de um rancor que os poderosos preferem não assinar, mas não hesitam em financiar.

*Jornalista, publicitário, fundador e sócio-proprietário da Caio Publicidade, atua na TV Tarobá desde a sua fundação em 1979, conduzindo o programa de entrevistas Jogo Aberto.
Fonte Extra







