Instituto foi o que mais acertou no primeiro turno…e agora dá vantagem superior a 3 milhões de votos para Flávio, Em nova pesquisa, Flávio tem 61.5 milhões contra 58,44 milhões de votos…
A pesquisa do Instituto Veritá, feita entre 18 e 22 de outubro, trouxe uma sequência de dados negativos para o presidente Lula (PT). O petista perdeu espaço para o senador Flávio Bolsonaro (PL) no placar geral, em grupos considerados parte da sua base e na percepção do eleitor sobre quem vai ganhar.
Flávio lidera fora da margem de erro
Nos votos válidos, Flávio tem 51,3%, e Lula, 48,7%. A diferença de 2,6 pontos supera a margem de erro da pesquisa, de 1 ponto para mais ou para menos. Na rodada anterior, feita entre 15 e 19 de outubro, o placar era de 50,7% a 49,3%, um empate técnico. Em três dias, a distância quase dobrou.
Nos votos totais, Flávio tem 50,2%, e Lula, 47,5%.
Lula perde vantagem entre as mulheres
O eleitorado feminino segue sendo o principal apoio de Lula, mas a vantagem encolheu. O presidente tem 54,3% entre as mulheres, contra 43,4% de Flávio. Na pesquisa anterior, eram 55,4% a 42,8%. A diferença caiu de 12,6 para 10,9 pontos.
Entre os homens, Flávio ampliou a frente: 57,8% a 40%.
Lula perde a vantagem entre os pardos
A mudança mais forte foi entre os eleitores que se declaram pardos, grupo que reúne 31% da amostra. Lula liderava com 50,8%, contra 47% de Flávio. Agora, os dois estão empatados, com 48,9% e 48,8%.
Entre os católicos, Lula ainda está na frente, mas a diferença diminuiu de 7,3 para 5,6 pontos. O placar passou de 52,8% a 45,5% para 51,8% a 46,2%. Entre os evangélicos, Flávio manteve a larga vantagem: 66,6% a 31,4%.
Lula perde força entre os mais pobres
A vantagem de Lula também caiu entre os mais pobres, com renda familiar abaixo de dois salários mínimos: de 8,5 para 7,4 pontos. Entre quem ganha mais de cinco salários mínimos, Flávio passou de 50,7% para 53,1%.
Na faixa de 35 a 54 anos, a maior do eleitorado, o senador subiu de 51,9% para 53,3%. Lula foi de 46,4% para 44,9%.
Quem vai ganhar a eleição, segundo os eleitores
A pesquisa também perguntou quem vai vencer, independentemente do voto. Para 51,1%, será Flávio. Para 44%, Lula. Na rodada anterior, os números eram 50,3% e 45,9%.
O dado sugere que parte do próprio eleitorado de Lula não acredita na vitória. O presidente tem 47,5% das intenções de voto, mas só 44% apostam que ele vence. Com Flávio, ocorre o contrário: 50,2% votam nele, e 51,1% acham que ele ganha.
Abstenção preocupa a campanha de Lula
O comparecimento é outro ponto de atenção para Lula. A parcela de eleitores que dizem ter certeza de que não vão votar subiu de 0,8% para 1,2%. Entre os jovens de 16 a 34 anos, faixa em que Lula aparece numericamente à frente, o índice foi de 1,4% para 2,2%.
Dados da rodada anterior mostram que Lula depende mais de quem faltou ao primeiro turno. Entre os eleitores do presidente no segundo turno, 7,1% disseram não ter votado em 4 de outubro. Entre os de Flávio, foram 4,6%.

Foto: Montagem (Agência Brasil)
O que ainda favorece Lula
O presidente segue à frente entre as mulheres, que são 52,8% da amostra, entre os católicos e entre os eleitores de menor renda. Também está numericamente à frente entre os jovens (49,2% a 48%) e entre quem tem 55 anos ou mais (49,1% a 48,5%). Brancos e nulos somam 1,4%, e 0,9% não soube responder.
Como foi feita a pesquisa
O Instituto Veritá ouviu 15.554 eleitores de 16 anos ou mais em todo o país, entre 18 e 22 de outubro. As entrevistas foram feitas por um sistema automatizado, com reconhecimento de voz. A margem de erro é de 1 ponto percentual, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi feita por iniciativa do próprio instituto e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-06070/2026
Veritá foi o que mais acertou no primeiro turno e isso é desesperador para o lulopetismo
No primeiro turno, o Veritá foi quem mais se aproximou do resultado das urnas.
Na última pesquisa antes do primeiro turno, o instituto apontou 47% dos votos válidos para Flávio e 45% para Lula.
No dia 4, 47,03% dos eleitores preferiram o senador, contra 45,16% do presidente.

Elder Boff/FE com Times Brasil e Veja






