Procon de Santa Helena fica ao lado da Praça da Criança
O preço médio do diesel S10 ao consumidor final subiu 6,6% em uma semana, para R$ 7,35 por litro, indica o levantamento de preços da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), publicado nesta sexta-feira (20). Com isso, o insumo acumula alta de 20,6% desde o início da guerra no Oriente Médio, há três semanas, em 28 de fevereiro.
O aumento está ligado não só ao repasse do aumento de 11,6% praticado pelas Petrobras no preço praticado em suas refinarias no fim da semana passada, mas também ao repasse dos aumentos de cargas importadas e compradas junto a refinadores privados, já mais caras que as fornecidas pela estatal.
Esse preço médio de diesel S10 considera a semana entre os dias 15 de março e sábado (21). O preço por litro mais baixo encontrado pelos técnicos da ANP no período foi de R$ 5,69, mas o produto chegou a ser vendido por R$ 9,29. Entre as regiões, o preço médio mais alto foi registrado no Norte do país (R$ 7,46), seguido do Centro-Oeste (R$ 7,42). O mais baixo (R$ 7,30) aconteceu no Nordeste, com Sudeste (R$ 7,32) e Sul (R$ 7,37) um pouco acima deste patamar.
Gasolina
A gasolina comum, por sua vez, viu o preço médio nacional subir 2,9%, para R$ 6,65 por litro, nesta semana ante os sete dias anteriores, mostram os dados da ANP.
Desde o início da guerra no Irã, a alta acumulada é de 5,9%, bem abaixo da verificada no diesel, combustível mais pressionado por um conjunto de fatores que vão desde a maior necessidade de importação – o Brasil importa até 30% do que consome – e o aumento da demanda do agronegócio ligada às colheitas e semeaduras das safras agrícolas, realizadas por caminhões a diesel.
Pressão do governo
O governo tem pressionado distribuidores, importadores e varejistas a não aumentarem seus preços para além dos reajustes da Petrobras, com aumento da fiscalização e combate a abusos de preços e formação de cartel. Operações envolvendo a Senacom (Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça), Polícia Federal e ANP têm aberto inquéritos policiais e aplicado multas que, de acordo com o ministro de Minas e Energia, já atingiram mais de 52 distribuidores e 1.192 postos de abastecimento.
Para além dos repasses dos aumentos praticados pela Petrobras e fornecedores privados, agentes da cadeia de combustíveis têm alegado que os custos de reposição dos estoques se baseiam nos preços correntes do mercado, inflados, e lembram que a formação dos preços de combustíveis líquidos no Brasil é livre.
Média Nacional: Os preços médios flutuam entre R7,26, refletindo o impacto de um aumento anunciado pela Petrobras nas refinarias, com reflexos rápidos nas distribuidoras.
Paraná: O estado registrou um dos maiores aumentos do país. Em cidades como Curitiba, o valor já passa de R7,59.
Denúncias de abuso no preço dos combustíveis devem ser feitas principalmente ao Procon do seu estado ou município, ou à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A ANP atende pelo telefone 0800 970 0267 ou pelo site. Outras opções incluem o portal Consumidor.gov.br e o Ministério Público, especialmente em casos de suspeita de cartel.
O Procon de Santa Helena (PR) atua na defesa dos direitos do consumidor, oferecendo orientações, mediação de conflitos e atendimento presencial na Avenida São Paulo, nº 420 (próximo à Praça da Criança, anexo ao INSS). O atendimento ocorre de segunda a sexta, com orientações de manhã (7h30-11h30) e administrativo à tarde (13h30-17h).

Elder Boff/Fonte Extra com agenciainfra.com








