A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, na última segunda-feira (22), o registro do medicamento Inluriyo® (tosilato de inlunestranto), uma nova opção terapêutica para pacientes adultos com câncer de mama em estágio avançado. A aprovação consta na Resolução nº 2.465/2026, publicada no Diário Oficial da União (DOU).
O produto é indicado para casos de câncer de mama localmente avançado que não podem ser removidos por cirurgia, ou que já se espalharam para outras partes do corpo (câncer metastático). Para ser elegível ao tratamento, o paciente deve ter sido previamente submetido à terapia endócrina (hormonal) e apresentar um perfil tumoral específico: positivo para receptor de estrogênio (ER+), negativo para o receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano (HER2-) e com mutação no gene ESR1.
Desenvolvido pela Eli Lilly do Brasil Ltda., o Inluriyo atua bloqueando e promovendo a degradação dos receptores de estrogênio alterados — mecanismo associado à resistência às terapias hormonais tradicionais e à progressão da doença. O medicamento é administrado por via oral, em comprimidos, e utilizado como monoterapia, ou seja, sem necessidade de associação com outros tratamentos para a indicação aprovada.
Os dados que embasaram a aprovação incluem os resultados do estudo clínico de fase 3 EMBER-3. Na pesquisa, o uso do Inluriyo em monoterapia reduziu em 38% o risco de progressão da doença ou morte quando comparado à terapia endócrina padrão.
O câncer de mama é a neoplasia maligna mais incidente entre as mulheres no Brasil. Dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer) mostram que, entre 2023 e 2025, foram estimados 73.610 novos casos da doença — número que representa 30,1% de todos os tipos de câncer registrados na população feminina no período.
Vale destacar que a aprovação regulatória não significa disponibilidade imediata no SUS ou cobertura automática pelos planos de saúde.







