Por Elder Boff*
A cegueira coletiva da alta corte chega ao fim
Sempre mantivemos uma posição firme e intransigente diante das atitudes desmedidas de Alexandre de Moraes e de outros ministros que desonram a magnitude do Supremo Tribunal Federal. A história agora exige passar a limpo esse período tenebroso, sem margem para manobras de gabinete.
O ministro precisa pedir o boné e deixar o cargo imediatamente, como indicou hoje a própria Globo após notar o desastre iminente. Até a imprensa tradicional e articulistas do Estadão já reconhecem que a vaca foi para o brejo e não encontram outra saída institucional.
Como bem destacou nosso colunista Caio Gottlieb em textos recentes, “…a deusa Têmis, que ornamenta a fachada da Corte com sua venda de imparcialidade, foi lamentavelmente subjugada”… Hoje, a venda caiu e revelou um olhar atento, que sabe exatamente a quem estende a mão e a quem aplica a tornozeleira.
Nossa linha editorial nunca temeu denunciar os excessos do ativismo que já se armavam mirando o pleito de 2026. Em artigo, também de Caio, sob o título “A toga que abriga a quadrilha”, escancaramos os bastidores e os abusos cometidos sob o manto da legalidade.
Em maio, Gottlieb alertava que o magistrado, acostumado a intimar, bloquear perfis e mandar prender em velocidade recorde, passaria a experimentar a posição oposta no tabuleiro político. O tempo provou a exatidão dessa leitura e a inevitabilidade dos fatos.
É nítida a perseguição promovida contra o próprio povo, vitimando desde senhoras com batom e idosos de bengala até trabalhadores e vendedores ambulantes. Aqueles que foram injustamente encurralados agora assistem à virada de jogo e cobram a devida reparação.
Precisamos de um Brasil livre de tanta maldade governamental, que insiste em sacrificar quem produz, proteger criminosos e dividir a nação. O país não suporta mais o peso de uma engrenagem estatal desenhada para punir o cidadão de bem.
Uma luz no fim do túnel nos dá alento de dias melhores para este país maravilhoso, enlameado por corruptos e corrompidos, inebriados e com anopsia aguda. Há cura para esta cegueira, há tempo de abrir os olhos.

* Elder Boff é articulista e editor-chefe do Fonte Extra






