O STF (Supremo Tribunal Federal) suspendeu até as 15h a sessão do plenário que analisa os desdobramentos da apuração contra o ministro Alexandre de Moraes. A pausa nos trabalhos ocorreu após uma manhã intensa de debates, na qual os magistrados trataram das divergências e dos questionamentos que cercam o processo.
A sessão matutina foi marcada por forte tensão no plenário, registrando episódios de ríspido bate-boca entre os integrantes da Corte. Um dos principais pontos de controvérsia envolveu a relatoria do processo sob o comando do ministro Edson Fachin, gerando questionamentos sobre a distribuição e a condução do caso.
O clima esquentou de forma direta no embate entre Alexandre de Moraes e o ministro André Mendonça. A troca de acusações e as alfinetadas expuseram publicamente o grau de divisão entre os magistrados a respeito dos procedimentos adotados e da legitimidade das decisões sob análise.
Ao insinuar lado político de Mendonça, Gilmar Mendes teve como resposta: “Não aponte o dedo pra mim”… Com os ânimos acirrados e o impasse instaurado, a presidência da Corte optou por interromper o julgamento no início da tarde. A expectativa para a retomada às 15h gira em torno de uma tentativa de apaziguamento do plenário e do andamento do voto dos demais ministros.
Possibilidades
Há pelo menos quatro delas:
Pedido de vista: Um ministro pode suspender o julgamento para analisar o processo por mais tempo.
Pedido de adiamento e junção com a sessão do dia 23, quarta que evem
Definição de questão de ordem: A Corte pode julgar formalmente os questionamentos sobre a relatoria de Fachin antes do mérito.
Conclusão da votação: Os ministros podem prosseguir com os votos e alcançar a maioria para encerrar a decisão.
Elder Boff/FE






