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Paraná fora do nível de alerta, mas síndromes respiratórias preocupam

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

São cinco estados sob status de alerta em relação às síndromes respiratórias

O Paraná apresentou queda do número de casos de Síndromes Respiratórias Agudas (SRAGs) em 2026. O boletim de Vírus Respiratórios da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) aponta redução de 13,3% no comparativo com o mesmo período de 2025. Pelo vírus da Influenza, a redução foi 9,7%.

O comparativo demonstra que, em 2025, entre os meses de janeiro e setembro, houve 22.823 casos de SRAG. Neste ano, no mesmo período, foram 19.779 casos. Por Influenza são 2.961 registros em 2026 e 3.279 no ano passado.

A queda coincide com a avaliação positiva dos dados do levantamento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O boletim InfoGripe, divulgado no último dia 10 de setembro, mostra que o Paraná saiu do nível de Alerta para o de Segurança, com tendência de Estabilidade para longo prazo.

(Imagem: SESA/PR)


Apesar dos cuidados e prevenção serem totalmente necessários para manter níveis mais baixos das doenças respiratórias agudas, no Sul do Brasil, o Paraná é o único estado com status de Segurança. Santa Catarina e Rio Grande do Sul estão em nível de Alto Risco.

Cinco estados brasileiros estão em nível de alerta ou risco para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo a nova edição do boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (28) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Amapá, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Sergipe e Maranhão apresentaram tendência de crescimento dos casos, com dados no período de 18 a 24 de outubro.

Roraima e Santa Catarina também apresentaram sinais de atenção, mas sem crescimento a longo prazo. O boletim identificou aumento de casos associados ao SARS-CoV-2, vírus da Covid-19. Em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o crescimento foi relacionado à circulação do coronavírus. No segundo estado, também houve aumento de infecções por rinovírus.

No Amapá e no Maranhão, os dados laboratoriais disponíveis não foram suficientes para identificar os agentes responsáveis pelo crescimento dos casos de SRAG.

A síndrome é caracterizada por dificuldades respiratórias decorrentes de infecções, podendo estar associada a pneumonia. Entre os principais agentes causadores estão os vírus da influenza A e B, o SARS-CoV-2, o vírus sincicial respiratório (VSR) e o rinovírus.

Nas quatro semanas epidemiológicas analisadas, entre os casos positivos, o rinovírus respondeu por 53,3% das detecções, seguido pelo VSR (11,5%), SARS-CoV-2 (6,4%), influenza B (5,4%) e influenza A (4,1%). Entre os óbitos com identificação viral no mesmo período, o rinovírus representou 42,9% dos registros, enquanto o SARS-CoV-2 correspondeu a 19%. Influenza B respondeu por 7,6%, VSR por 8,6% e influenza A por 4,8%.

Importante

Manter a vacinação em dia contra a gripe, a COVID-19 e o VSR é a principal forma de evitar formas graves de SRAG, sendo fundamental seguir as orientações do Ministério da Saúde para públicos específicos. Além disso, é essencial higienizar as mãos com frequência usando água e sabão ou álcool em gel 70%, e evitar tocar no rosto antes dessa limpeza para prevenir infecções.

Medidas diárias como usar máscaras em locais fechados, de grande circulação ou com sintomas respiratórios, e cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar com lenços descartáveis ajudam a conter a propagação de vírus. Também é importante manter os ambientes bem ventilados com portas e janelas abertas e evitar contato próximo com pessoas doentes.

Fortalecer a imunidade por meio de uma alimentação equilibrada e hábitos saudáveis é indispensável, sobretudo para grupos vulneráveis como idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas ou imunossupressão. Caso surjam sintomas graves, como febre alta, falta de ar, cansaço excessivo ou queda na saturação de oxigênio, deve-se procurar atendimento médico imediatamente.

Elder Boff com inf. Lucas Soares/Diário do Poder

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