Edit Template
  • Início
  • /
  • Cotidiano
  • /
  • Mandioca que saiu da região de Porto Índio é confundida com contrabando e caminhoneiro levou baita prejuízo no PY

Mandioca que saiu da região de Porto Índio é confundida com contrabando e caminhoneiro levou baita prejuízo no PY

Uma carga de mandioca foi interceptada pela fiscalização fazendária do Paraguai em Hernandárias, causando transtornos sob acusação de contrabando. O fato só se esclareceu quando o SENAVE, Serviço Nacional de Qualidade e Sanidade Vegetal e de Sementes do Paraguai, confirmou que a carga de mandioca apreendida em Hernandarias era legal, negando as acusações de contrabando.

Um relatório oficial constatou que a mandioca provinha de uma fazenda em Mbaracayu, onde foi confirmada sua produção. O produtor Rogelio Servín González declarou ter colhido 12.500 quilos, vendidos a um comerciante. Mbaracayu é o município paraguaio a que pertence o Porto Índio, em frente a Santa Helena-Pr.

A fiscalização não detectou irregularidades, evidenciando que a apreensão por parte da aduana em Hernandarias, foi um erro.

Autoridades do Departamento de Alto Paraná, se manifestaram contrários ao que aconteceu. Uma destas autoridades, a prefeita de Mbaracayú, Nanci Algarin, emitiu uma nota em forma de comunicado, questionando a ação e pedindo mais empatia para os humildes trabalhadores.

Comunicado da prefeitura de Mbaracayú

Em resposta ao procedimento realizado na segunda-feira, 31 de março deste ano, pelos funcionários da alfândega, sediados na cidade de Hernandarias, quando foi detido um caminhão e apreendida uma carga de mandioca, prejudicando produtores humildes que são a parte mais vulnerável da sociedade, entendemos que o Estado Paraguaio o faz no combate ao contrabando, que nunca deixou de ser um flagelo em nosso país.

Ao mesmo tempo, pedimos às autoridades departamentais e nacionais que tenham empatia suficiente para lidar com este tipo de problema, buscando soluções alternativas e não perseguindo os humildes e sofredores produtores, a classe trabalhadora que sempre colaborou para o crescimento econômico de todo o departamento do Alto Paraná.

Esta Administração tem o compromisso inabalável não só de acompanhar e assistir cada um dos produtores, mas também de garantir o respeito pelos direitos fundamentais de cada habitante do Município de Mbaracayu.

A Administração Municipal acompanhará de perto todos os procedimentos realizados pela Administração Aduaneira para esclarecimento dos fatos ocorridos nesta segunda-feira, protegendo sempre os interesses da sua população.

Prefeita de Mbaracayu, Nanci Algarin, ladeada pelo ex-prefeito e o atual mandatário de Santa Helena, respectivamente Zado e Dinho (Assessoria)

Produto perecível

A carga de mandioca saiu de Mbaracayu ao meio-dia desta segunda e foi interceptada em Hernandarias sob suspeição que se trataria de contrabando vindo do Brasil. Uma verdadeira piada, pois no Brasil o tubérculo é quase 5 vezes mais caro.

O caminhão ficou trancado pela COIA, Coordenadoria de Investigação Operacional Aduaneira até 3h da madrugada desta terça-feira (1) e de lá foi encaminhado para o barracão da DNIT no km 9, Parque Mercosur.

O caminhoneiro desesperado, à direita (Mídias sociais)

O caminhoneiro Aldo Ramón Prieto Gamarra chegou a chorar de raiva pois foi submetido ao constrangimento, sendo escoltado por umas 10 viaturas até Cidade do Leste. Segundo declarou à imprensa paraguaia, Aldo disse que nunca havia passado por isso, lembrando que exigiram nota dos produtores, que são pequenos e não tem. Ele tinha a nota de venda para o comércio.

Somente depois de desfeita a confusão, com a anuência fiscalizatória do SENAVE, é que o caminhão com a carga de mandioca foi liberado às 17h desta terça.

Um outro detalhe que ainda vai dar desdobramento é a questão da qualidade do produto que é perecível e que ficou quase 30h parado.

A discussão vai ser agora sobre quem vai arcar com os possíveis prejuízos de mais de 15 milhões de guaranis (cerca de 10 mil reais), se a mandioca estragou. Possivelmente será o Governo Federal, responsável por quem fiscaliza na Aduana.

Efeito

A atitude do chefe e funcionários da Aduana (tipo a Receita Federal no Brasil) de Hernandarias, fez com que fossem chamados para ir até Assunção e visitar a área de Recursos Humanos do Governo Paraguaio.

O efeito da apreensão do caminhão de mandioca, repercutiu na capital guarani e cabeças devem rolar. Ou pelo menos, vai haver remanejamento de pessoal.

Nota original da prefeitura de Mbaracayu


Declaração do Senave confirmando que a carga não era contrabando

Fonte Extra

Compartilhar:

Notícias Relacionadas

  • All Post
  • Saúde e Bem-Estar
Edit Template

© 2024 Todos os Direitos Reservados a FONTE EXTRA
Desenvolvido com o por VRCLIC – Soluções Digitais 

Pressione ESC para sair

Temos um número de máximo de 30 caracteres para cada busca.