A captura de uma onça-pintada macho em Mandaguari, na região norte do Paraná, foi concluída com sucesso na madrugada desta quinta-feira, dia 2 de julho de 2026. O animal, um adulto de grande porte estimado entre 5 e 6 anos, vinha sendo monitorado desde o mês de maio, quando chamou a atenção ao ser flagrado por câmeras de segurança interagindo com seu próprio reflexo na porta de vidro de uma empresa local. A operação conjunta mobilizou órgãos ambientais, forças de segurança e equipes técnicas em uma ação estratégica para garantir o bem-estar da população e a integridade física do felino.
O resgate seguiu protocolos rígidos de segurança, com o uso de sedativos aplicados por especialistas para permitir o manejo correto. Logo após a contenção, a onça foi transportada ao Zoológico de Cascavel, onde passará por exames clínicos detalhados e avaliações biológicas. Os veterinários e pesquisadores devem decidir nos próximos dias se o animal possui condições de ser reintroduzido em uma reserva ambiental monitorada ou se será integrado a programas oficiais de conservação da espécie devido à sua importante carga genética.
Uma onça-parda foi capturada na manhã da segunda-feira (29) no distrito de Esquina Céu Azul, interior de Santa Helena, depois de semanas atacando o rebanho de ovinos de uma propriedade rural da região.

(Foto: Correio do Lago)
O episódio em Mandaguari não é um fato isolado e reflete um aumento nos registros de grandes felinos em áreas habitadas no estado. Há poucos dias, em 28 de junho, outra onça-pintada de 75 quilos foi capturada após se abrigar na varanda de uma casa no bairro Jardim Cedro, em Foz do Iguaçu. O animal foi encontrado deitado embaixo de um varal de roupas e também precisou ser resgatado por equipes especializadas, chamando a atenção de biólogos para o deslocamento desses predadores em direção a perímetros urbanos.
Além desses casos recentes, o Paraná registrou ocorrências semelhantes no último ano, como a captura de uma onça em uma área de chácaras na cidade vizinha de Marialva e o monitoramento de uma onça-parda na zona rural de Campo Largo. Especialistas apontam que a fragmentação dos habitats naturais e a busca por novas áreas de caça e território são os principais fatores que impulsionam esses animais a se aproximarem de cidades, reforçando a importância de patrulhas ambientais preparadas para o manejo seguro da fauna silvestre.
Elder Boff com FEIA/Gemini







