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Nova sensação comercial e econômica latino-americana, Paraguai vai deixar Brasil para trás, também em inteligência artificial

O presidente de Taiwan, Lai Ching-te (à esquerda), e o presidente do Paraguai, Santiago Peña Palacios, passam em revista a guarda de honra durante uma cerimônia de boas-vindas em frente ao prédio presidencial em Taipei, em 8 de maio de 2026 (I-Hwa Cheng/AFP)

O Paraguai vem se sobressaindo em vários setores em relação ao Brasil que ultimamente vê uma evasão de empresas rumo a terras guaranis.

(Mídias sociais/S. Peña)

Isso não é por acaso. O Paraguai já possui uma agricultura muito avançada, em muitos aspectos, mais moderna do que a brasileira. O país começa ganhar espaço também na questão da produção de proteínas e está promovendo uma ligação muito interessante com a Ásia, via Rota Bioceânica, da qual o Brasil também se beneficiará.

Agora, o presidente paraguaio, Santi Peña, anunciou que durante a sua visita à ASUS em Taiwan, que descobriu uma convicção compartilhada: o Paraguai possui um ativo estratégico que poucos países no mundo podem oferecer: energia renovável abundante e a determinação de utilizá-la para impulsionar o desenvolvimento do país por meio da tecnologia.

Com essa visão, Peña disse que irá trabalhar para aprimorar hospitais, cidades, transporte e indústria por meio da inteligência artificial, para o benefício de todos os paraguaios.

Paraguai e Taiwan, parceiros há quase setenta anos. “Assinamos um acordo sem precedentes: construiremos juntos, 50/50, um dos maiores centros de IA do mundo”, disse Peña em suas redes sociais neste domingo (10).

O presidente falou de inteligência artificial soberana, com potência energética paraguaia e tecnologia de fronteira taiwanesa e da aposta nas próximas gerações com a certeza de que o futuro não é herdado: constrói-se.

Pressão chinesa

Conforme publicação de uma das principais revistas do Brasil, a Veja, a visita de Peña à pequena nação insular não foi bem vista pela China, que pediu ao Paraguai que “tomasse o lado certo da história” e rompesse as relações com Taipei, reconhecendo o princípio de “uma só China”.

O presidente paraguaio condenou a manifestação em seu discurso nesta sexta, afirmando que Taiwan tem o direito de se relacionar livremente com outros países sem interferências indevidas que visem o isolamento internacional.

“O Paraguai reafirma sua condenação às manobras militares da República Popular da China perto de Taiwan e às pressões econômicas crescentes exercidas por Pequim”, disse Peña.

A reunião entre Lai e Peña deverá firmar um acordo de assistência jurídica mútua em matéria penal, cooperação em segurança cibernética e um projeto conjunto de investimento paraguaio-taiwanês em inteligência artificial e infraestrutura de computação.

Leia também:

Como a IA pode deixar o Paraguai na frente do Brasil em dez anos

Elder Boff/Fonte Extra

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