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Paraguai: Obrigado Lula, obrigado Requião!

Requião e Lula (Arquivo/fotomontagem FEIA/Geminii)

Por Elder Boff*

Lula é um ótimo presidente e Requião foi estratégico… para o Paraguai, que deve gratidão aos dois.

Hoje, a Hidrovia Paraná-Paraguai é o corredor que movimenta 80% do comércio exterior do país. Paraguai com sua Lei de Maquila, absorve a incompetência de Lula para tratar do empresariado.

O corredor fluvial, que se estende desde Porto Cáceres, no Brasil, até Nova Palmira, no Uruguai, conta com 3.442 quilômetros navegáveis e atravessa cinco países: Bolívia, Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai.

Através desta via circulam mais de 100 milhões de toneladas de carga por ano, consolidando-se como um dos sistemas logísticos mais relevantes da região.

No caso paraguaio, a hidrovia tem um papel ainda mais estratégico. Atualmente, cerca de 80% do comércio externo do país está mobilizado através desta ligação fluvial, que permite transportar produtos agrícolas, combustíveis, minerais, fertilizantes e contentores para diferentes mercados internacionais.

O “fator Requião” refere-se à decisão do ex-governador do Paraná, Roberto Requião, que proibiu em 2003 a exportação e o trânsito de soja transgênica pelo Porto de Paranaguá.

A medida gerou um bloqueio histórico que deixou centenas de caminhões paraguaios parados e forçou o Paraguai a buscar rotas de escoamento alternativas.

Como a agricultura paraguaia havia adotado fortemente a soja geneticamente modificada e dependia de Paranaguá, o bloqueio gerou enormes prejuízos imediatos.

A solução logística paraguaia para não depender do porto paranaense, foi investir pesado na hidrovia Paraguai-Paraná, transportando sua produção de grãos em barcaças.

O que parecia um desastre logístico forçou o país vizinho a descobrir sua vocação fluvial e reduziu o custo do frete a longo prazo, diminuindo drasticamente sua dependência dos portos do Brasil.

A gestão portuária da época enfrentou sanções; o então superintendente dos portos (Eduardo Requião) chegou a ser condenado judicialmente por proibir a passagem dos grãos.

Hoje, essa restrição não está mais em vigor. A transgenia domina a agricultura comercial da região, inclusive no Paraná, e o Paraguai consolidou-se como um dos maiores exportadores globais de soja. A hidrovia impulsionada pelo conflito provocado pelo governador Roberto Requião, permanece como a principal artéria do agronegócio paraguaio.

Como Lula está sendo um ótimo presidente para o Paraguai, o povo guarani deve muito ao então governador. Despertou a necessidade do investimento no modal hidroviário, hoje consolidado.

Com a política de sobrecarregar o empresário, penalizando industriais com imposto em cima de imposto, custa caro produzir no Brasil.

Dessa maneira mais de duas centenas de empresas brasileiras, dentre estas, algumas destacadas como a Lupo, Karsten e Riachuelo, montaram fábricas no Paraguai para vender sabe onde? No Brasil.

Sim. Por mais absurdo que seja, produzir no Brasil para vender no Brasil, é muito mais caro do que produzir no Paraguai para vender no Brasil.

E não adianta este desgoverno para quem produz, querer dar culpa a outrem. São quase 20 anos do PT no governo nos últimos 25,5 anos. Em um quarto de século, o país foi governado por Lula e Dilma, 80%.

O Brasil, com todo seu potencial, com as infinitas possibilidades, não pode continuar na mão incompetente de um populista barato, desatualizado, politiqueiro e descondenado.





* Elder Boff é articulista e editor-chefe do Fonte Extra




Fonte Extra com inf. Forbes PY/Dario Garcete

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