Sabe aquele clássico torneio de futebol de várzea no interior, onde o grande campeão saía de campo carregando um porco estridente ou uma ovelha confusa no porta-malas e às vezes, até puxando um boi pela corda? Essa tradição lendária das festas comunitárias do Paraná está oficialmente com os dias contados.

A Assembleia Legislativa (Alep) aprovou o projeto do deputado Alexandre Amaro, que proíbe, sem choro nem vela, a distribuição de animais vivos como brindes, prêmios ou incentivos em rifas, bingos, torneios e promoções.
A iniciativa busca garantir o bem-estar animal e evitar que o “troféu vivo” passe pelo estresse do sorteio, além de poupar o ganhador do desespero repentino de descobrir como acomodar um boi inteiro no quintal de casa.
A proibição vale tanto para pessoas físicas quanto para empresas ou organizações sociais, e quem insistir em rifar um leitão vai encarar sanções administrativas e multas aplicadas diretamente pelos órgãos de fiscalização do Estado.
No fim das contas, a era da guarda responsável venceu o campeonato: de agora em diante, para a alegria dos bichos e desespero dos saudosistas, o prêmio do artilheiro vai ter que ser no PIX ou na carne já embalada.

Elder Boff/FE







