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Se o sindicato não gostou, Moro acertou

Foto: Altvista / APP-Sindicato

Por Elder Boff*

A reação furibunda do corporativismo sindical à indicação de Fátima Gavioli para a Secretaria da Educação do Paraná não é apenas previsível; é o atestado definitivo de que a escolha do governador eleito Sergio Moro acertou em cheio. (Vídeo ao final do artigo)

Em nota inflamada, a presidenta da APP-Sindicato, Walkiria Mazeto, apressou-se em demonizar a futura secretária, de certa forma acusando previamente a gestão de transformar a escola pública em uma “máquina de cumprir metas, cobrar resultados e punir profissionais”.

Trata-se do costumeiro vocabulário da estagnação. Para o aparato sindical, exigi-los — pasmem — metas e resultados na educação pública é visto como um ultraje, um “desgaste à categoria”, em vez de uma obrigação elementar com o contribuinte e com as crianças paranaenses.

O discurso demagógico de que “educação se constrói com respeito” esconde uma lógica arcaica: a de que o sistema educacional deve servir aos confortos da burocracia estatal, e não aos estudantes.

Quando o sindicato se rebela contra a cobrança de desempenho, deixa claro qual é a sua prioridade: manter a escola pública blindada contra qualquer mecanismo de avaliação, meritocracia e eficiência.

Para a APP-Sindicato, ter “foco em metas” e “fazer negócios” — expressões pejorativas usadas para atacar parcerias modernas de gestão e inovação — são pecados capitais.

Para quem realmente se importa com o futuro do Paraná, no entanto, são ferramentas indispensáveis para tirar o ensino do atoleiro ideológico e corporativo.

A promessa de que “a luta vai continuar” Soa menos como um compromisso com o ensino de qualidade e mais como uma ameaça de resistência a qualquer reforma necessária.

Se a liderança sindical já está incomodada antes mesmo da posse, o cidadão paranaense pode respirar aliviado: o rumo traçado por Moro parece ser o da responsabilidade e da cobrança por uma educação que funcione.

(Vídeo divulgado por APP-Sindicato Foz)





*Elder Boff é editor-chefe do Fonte Extra, radialista, apresentador do programa Conexão Paraguay Brasil que vai ao ar em cinco emissoras guaranis, além de freelance de vários outros meios de comunicação do Paraná e do país.

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