Apelo humanitário na fronteira
A vereadora Valeria Romero, de Ciudad del Este, solicitou formalmente à Receita Federal do Brasil o restabelecimento da passagem prioritária na Ponte da Amizade para pacientes que precisam se deslocar diariamente a Foz do Iguaçu em busca de cuidados médicos.
O pedido atende a apelos de famílias de pessoas com doenças graves e de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que relatam enfrentar longas filas para entrar no Brasil, o que compromete o horário de consultas, terapias e tratamentos.
Limitações da legislação local
Romero, que também é mãe de uma criança com TEA, pediu sensibilidade e um olhar humanitário por parte das autoridades brasileiras. Ela lembrou que promoveu a Portaria Municipal nº 005/2026, que instituiu o Programa Corredor Sanitário Transfronteiriço (Remapac-D) para facilitar o transporte de pacientes urgentes.
No entanto, por se tratar de uma medida de alcance apenas municipal no Paraguai, a liberação de uma faixa prioritária no lado brasileiro depende exclusivamente de uma autorização da Receita Federal.

(Reprodução)
O contraste do desenvolvimento paraguaio
Essa forte dependência do sistema de saúde brasileiro evidencia um contraste social na região de fronteira. Por mais que o Paraguai atraia empresas — principalmente indústrias brasileiras beneficiadas pela Lei de Maquila — e até mesmo trabalhadores em busca de melhores condições de vida e oportunidades profissionais, a saúde pública ainda é um grave gargalo no país vizinho.
O fluxo diário de pacientes que cruzam a fronteira em busca de atendimento especializado em Foz do Iguaçu reforça que o rápido crescimento econômico paraguaio ainda não foi acompanhado pela estrutura necessária para atender às demandas sociais básicas de sua população.
Fonte: Elder Boff/FE com inf. Oscar Florentin/Últimas Notícias







