Município é o terceiro no ranking do Paraná para envelhecer bem em 399 municípios. No ranking nacional, que tem 5.569 municípios, é o 41º…
No Brasil, envelhecer está se revelando, ao menos em termos de bem-estar, uma vantagem. Uma nova pesquisa, divulgada na última semana, mostra que 95% dos brasileiros com mais de 60 anos se consideram felizes. Esse é o maior índice entre todas as faixas etárias pesquisadas. Entre os jovens de 16 a 24 anos, o número cai para 81%, o menor da amostra.
Os dados fazem parte do Mapa da Felicidade Real no Brasil 2026, conduzido pela pesquisadora da ciência da felicidade Renata Rivetti, em parceria com o Instituto Ideia.
Segundo levantamento, o principal determinante para o resultado positivo entre os mais velhos está nas redes de apoio mais sólidas, senso de pertencimento, espiritualidade e uma relação menos ansiosa com as redes sociais, conforme analisa Renata Rivetti:
“O grupo 60+ se destaca como o mais feliz não por ter uma vida perfeita, mas pela forma como se relaciona com ela. Eles contam com redes de apoio mais sólidas, baseadas em vínculos duradouros e de confiança, o que fortalece o senso de pertencimento.”
Ela observa ainda que esse grupo etário também vivencia uma maior liberdade e autonomia, com menor necessidade de validação externa, o que contribui para uma relação mais saudável com as redes sociais, sem tanta comparação.
“Além disso, a espiritualidade costuma ser mais presente, favorecendo o bem-estar. Como resultado, são pessoas menos estressadas, mais satisfeitas com a vida e mais engajadas em relações de colaboração e apoio ao próximo”, complementa Rivetti.

As vitórias nas competições que envolvem a classe, sempre são comemoradas, ainda mais quando a medalha vem. Foto: Assessoria.
Santa Helena
Em Santa Helena, a chamada terceira idade formada por quase 4.500 pessoas acima dos 60 anos, de acordo com dados do último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/2022), que muitos intitulam de a “bela idade”, tem uma rede complexa de apoio, que envolve desde atividades sociais até competições esportivas, como o vôlei câmbio, que tem se difundido bastante também na região.
Os encontros das quintas-feiras no Centro Social dos Idosos congrega esta faixa etária com muita diversão, além da estrutura oferecer uma piscina para atividades de hidroginástica.
Grupos de caminhadas – a saúde pública reserva um atendimento diferenciado àqueles que mais precisam, está disponível a rede protetora através do CRAS – Centro de Referência da Assistência Social, ligada à Secretaria de Assistência Social, cuja secretária é Ivanete Weiss Passing.

Atividades físicas, recreativas e esportivas ajudam a dar mais qualidade de vida aos idosos de SH. Foto: Assessoria
Principais programas e atividades desenvolvidos no município
Morada Fraterna (Família Acolhedora): Programa focado na proteção de idosos com 60 anos ou mais que se encontram em situação de violação de direitos ou fragilidade familiar. Idosos são acolhidos temporariamente por famílias cadastradas, com garantia de afeto e cuidados essenciais.
Centro Social do Idoso: Localizado na Avenida Rio Grande do Sul, 1266, é o polo de atividades para a terceira idade, oferecendo:
Hidroginástica: com diversas turmas; (Parceria com o esporte).
Oficinas e Dança: atividades físicas e culturais para promoção de saúde e bem-estar;
Caminhada e Voleibol Gigante: atividades esportivas orientadas por profissionais de Educação Física; (Parceria com o Esporte).
CRAS – Centro de Referência de Assistência Social: oferece atendimento, acompanhamento familiar e individual, informações sobre benefícios sociais.
CRAS Itinerante: Leva os serviços sociais aos distritos de Santa Helena.
Carteira da Pessoa Idosa Paranaense: Idosos com 65 anos ou mais , com renda igual ou inferior a dois salário mínimos inscritas no Cadastro Único. Para emissão podem procurar o Cras.
Energia Sustentável: programa municipal que beneficia moradores, incluindo idosos, com kits de energia solar;
Programa Mãos a Obra: Subsidio para reforma, adaptação ou ampliação de moradia
Como acessar estes programas:
Os interessados podem procurar o Centro Social do Idoso (Av. Rio Grande do Sul, 1266) ou a Secretaria Municipal de Assistência Social (Av. Paraná, 1361) para cadastros em atividades e programas de acolhimento.

(IBGE/Censo 2022)
Contraste geracional
A diferença entre as gerações aparece especialmente quando a pesquisa analisa o comportamento digital. Entre os jovens de 16 a 24 anos, 77% comparam a própria vida com a de outras pessoas nas redes sociais. Entre os idosos, esse índice cai para 48,5%.
A infelicidade ao consumir conteúdo também é mais frequente entre os mais jovens: 71%, contra 39% entre os maiores de 60 anos. A sensação de dependência das telas segue a mesma lógica: 63,4% entre os jovens, 50% entre os idosos.
“Esse é um sinal importante de mudança. O jovem brasileiro está mais exposto à comparação constante e a pressões emocionais que não apareciam com a mesma intensidade em outras gerações”, diz a pesquisadora.
Embora dados da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tenham demonstrado que o número de idosos brasileiros morando sozinho aumentou, a falta de rede de apoio parece afetar com mais força os jovens entrevistados no Mapa da Felicidade Real.
Considerando todas as faixas de idade, o Brasil tem 12% da população sem ninguém a quem recorrer num momento difícil. Entre jovens de 16 a 24 anos, esse índice chega a 21%.
Mas o isolamento não se distribui de forma homogênea. O recorte por gênero já traz uma inversão: são os homens que mais relatam não ter suporte social, 15%, contra 11% das mulheres. A escolaridade também aprofunda o contraste: entre pesquisados com ensino superior, 5% dizem não ter com quem contar, ante 18% entre quem tem só o fundamental.

Rede de apoio inclui atividades artísticas desenvolvidas pelos grupos de idosos de Santa Helena. Foto: Assessoria
Quando analisados os dados de pessoas acima de 60 anos, 93,8% dizem ter rede de apoio, uma vantagem de 14,8 pontos porcentuais em relação às pessoas de 16 a 24 anos de idade.
A análise considerou 1.500 entrevistas telefônicas realizadas em todas as regiões do País, entre 20 de fevereiro e 1º de março deste ano. A pesquisa tem margem de erro de 2,5 pontos porcentuais e 95% de confiança estatística.






Imagens de atividades diversas que envolvem a terceira idade. (Assessoria)
Santa Helena é reconhecida como uma das melhores cidades do Paraná e do Brasil para se envelhecer bem.
Com base em levantamentos recentes, o município se destaca pela alta qualidade de vida voltada ao público idoso:
Um estudo, baseado em dados do Instituto de Longevidade (anteriormente conhecido como IDL), avalia indicadores que impactam a qualidade de vida, como saúde, infraestrutura e bem-estar para pessoas com mais de 60 anos.
Santa Helena é considerada a 3ª melhor cidade do Paraná e a 41ª melhor do Brasil para envelhecer bem.
Elder Boff/Fonte Extra, com texto sobre pesquisa de Bianca Bibiano/viva.com.br








