Era 20 de maio, meia-noite. Deonir Paludo, vários irmãos e outros parentes, chegavam no interior de Santa Helena, PR
Dois caminhões Chevrolet dotados dos lendários motores Perkins, cuja fábrica havia pouco tempo tinha se instalado no Brasil em São José dos Campos saíram de Lajeado no Rio Grande do Sul no dia 18 de maio de 1968 rumo a Santa Helena no Paraná.
Foram três dias de viagem com vários integrantes da família Paludo que repartiam espaço na cabine de cada caminhão e na carroceria, entremeados por casais de animais e mudas de plantas em meio aos móveis e utensílios. O velho pé de caqui é o que ainda resiste ao tempo e produz bons frutos.
A ideia era ter o básico para começar do nada e subsistir na nova terra que lhes esperava, onde o pai Henrique já havia feito o reconhecimento um tempo antes.
A chegada em 20 de maio, foi antes da badalada do velho relógio de parede. Era quase meia-noite quando os dois brutos que haviam passado pela saudosa Estrada do Colono, estacionavam na Linha Santa Cruz, interior de Santa Helena, soltando foguetes para avisar a vizinhança.
A Santa Helena, então há um ano emancipada de Medianeira, propagandeada em cartazes de empresas colonizadoras da região Oeste, como a Maripá, Madalozzo e Barth, atraiu a família de Deonir Paludo e tantas outras que já se acomodavam na região e aqueles que ainda chegariam ao Extremo Oeste do Paraná.



(Fotos: Elder Boff/Fonte Extra)
Elder Boff/Fonte Extra







