O jornalista e analista político Esmael Moraes jogou os holofotes sobre a pré-candidatura do ex-prefeito de Santa Helena, Evandro Grade, o Zado. Em sua recente leitura do cenário eleitoral paranaense, Moraes apontou que a busca de Zado por uma cadeira na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) transcendeu o objetivo tradicional de uma vaga no legislativo, alçando-o ao papel de principal articulador regional da campanha de Sergio Moro.
Segundo o jornalista, Zado assume a missão de atuar como uma espécie de “xerife regional” de Moro no Extremo Oeste. O desafio do ex-prefeito é de alta voltagem política: canalizar a liderança municipal, a força do cooperativismo e o visível descontentamento econômico da região em um voto estritamente organizado.
A análise de Esmael Moraes coloca Zado diante de uma encruzilhada estratégica que definirá seu futuro político no estado:
Se for bem-sucedido, o ex-prefeito se consolida como a ponte definitiva entre o palanque do PL e o robusto setor produtivo do Oeste paranaense.
Caso falhe na costura dessas forças, Zado corre o risco de se tornar apenas mais um nome a utilizar a bandeira da “representatividade regional” para inflar um projeto eleitoral centralizado em Curitiba.
Para além do marketing de campanha, o jornalista provoca o eleitorado da região com um questionamento direto sobre a real natureza dessa aliança:
“Zado levará as demandas da região para dentro do palanque de Moro ou levará o palanque de Moro para capturar as demandas da região?”
Moraes enfatiza que a resposta a essa pergunta não se dará por meio de apertos de mãos, fotos com cooperativistas em Medianeira ou meras declarações de apoio. A validação do papel de Zado dependerá de compromissos públicos e práticos com as pautas estruturais que sufocam o Extremo Oeste, tais como infraestrutura rodoviária e energia, saúde (hospitais) e segurança pública, além da habitação e carga tributária que pesa no bolso do empresariado.
Outro tópico levantado pelo articulista é a defesa do emprego local diante da concorrência da Lei de Maquila do Paraguai.
O movimento coloca Santa Helena e o Extremo Oeste no epicentro do xadrez político estadual, transformando a candidatura de Zado em um teste de fogo para a penetração do projeto de Sergio Moro no interior do Paraná.
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