Um policial civil de 52 anos morreu baleado na noite deste domingo (28), em frente a uma casa na Rua Fernando Antônio Marassi, no bairro Brasmadeira, em Cascavel. A vítima foi identificada como João Ezequiel Baptista Pereira, agente da Delegacia de Santa Tereza do Oeste. O morador do imóvel, um advogado, é apontado como autor dos disparos e foi preso em flagrante pela Polícia Militar minutos depois do crime.
A história, contada por moradores e testemunhas, ainda é confusa e tem várias pontas soltas. João Ezequiel chegou ao endereço num Hyundai Tucson, deixou o carro atravessado na frente da casa e foi direto ao portão, chutando-o e chamando o morador aos gritos. Vizinhos dizem que ele chegou a ameaçar matar o homem que estava dentro da residência. O dono da casa saiu para conversar e, em pouco tempo, a discussão virou tiro.
Quem estava por perto contou que os dois estariam armados. Um disparo, segundo relatos, teria sido feito para o alto antes da sequência que acertou o policial na face e no tórax. Ele morreu ainda no local. As equipes do Siate, acionadas em seguida, só puderam confirmar o óbito.
Uma viatura da Polícia Militar que circulava perto dali ouviu os tiros e chegou em poucos minutos, prendendo o suspeito sem resistência dentro da própria casa. O corpo de João Ezequiel ficou na área da residência até a chegada da Polícia Científica e do Instituto Médico-Legal (IML), que cuidaram da perícia e da remoção.
O delegado Fabiano Moza, da Delegacia de Homicídios de Cascavel, foi ao local e falou com a imprensa. Segundo ele, a equipe foi chamada por volta das 21h, depois que moradores relataram os disparos. “Chegando no local, foi constatada a morte do policial civil João Pereira, lotado em Santa Tereza do Oeste. Agora, aguardamos a perícia do Instituto Médico Legal e da Polícia Científica para entender a dinâmica dos fatos”, disse Moza.
Um detalhe chama atenção. Havia crianças nos dois lados da história. No carro do policial estavam uma mulher e uma criança; dentro da casa do advogado, também uma mulher e uma criança. Nenhuma delas se feriu, mas todas foram levadas à delegacia para depor. As armas dos dois homens foram apreendidas e vão passar por perícia, e a expectativa é que câmeras de segurança instaladas no imóvel ajudem a esclarecer minuto a minuto o que aconteceu.
O que ainda falta saber, e é basicamente a pergunta que todo mundo em Cascavel está fazendo, é o motivo da briga. Por que o policial foi até aquela casa? O que havia entre os dois antes daquela noite? Nada disso foi confirmado oficialmente, e a polícia evita especular enquanto os laudos não saem.
A Polícia Civil do Paraná divulgou nota de pesar pela morte do colega, lembrando sua trajetória na corporação. Um inquérito foi aberto para apurar o caso, e o advogado continua detido enquanto a Delegacia de Homicídios termina de ouvir as testemunhas e aguarda os resultados da perícia.







