A defesa do empresário do ramo de vestuário country, baleado na tarde de quinta-feira (30) durante uma intervenção militar em Santa Helena, contestou publicamente os fatos que cercam o incidente. Os advogados Dr. André Freire e Lougan Cardoso procuraram a imprensa para apresentar formalmente a versão da vítima sobre o ocorrido.
Segundo os juristas, o homem havia saído de casa para praticar caça utilizando uma espingarda de pressão. Ele estava em um local comumente frequentado por Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs), área que a defesa garante ser de amplo conhecimento da população local e de todas as forças de segurança da região.
A defesa enfatizou categoricamente que não houve qualquer tipo de confronto, nem mesmo ordem de parada verbal ou advertência por parte dos militares antes do disparo. O empresário foi alvejado em plena luz do dia, recebendo o tiro diretamente na região da boca.
O disparo que atingiu o empresário foi efetuado por um integrante da Marinha do Brasil, instituição que atua na faixa de fronteira integrando as ações de fiscalização da Operação Ágata. Após o ocorrido, o homem recebeu os primeiros socorros de uma equipe de resgate da própria Marinha e foi levado ao Hospital Beneficente Moacir Micheletto.
Devido à gravidade do ferimento, a vítima precisou ser transferida com urgência para um hospital de referência em Toledo, onde permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Nota da Marinha
Segundo a Marinha, em nota oficial, a ação ocorreu em uma área de mata considerada de elevada incidência de atividades criminosas.
De acordo com a nota, militares do Comando Conjunto Tamandaré, ativado pelo Ministério da Defesa no âmbito da Operação Ágata 2026, depararam-se com um homem em atitude considerada suspeita durante uma ação de repressão a ilícitos.
Conforme a Marinha, diante da evolução da ocorrência, houve o emprego de armamento individual para preservar a integridade física das equipes, momento em que o homem, que estaria armado, foi atingido.
Ainda segundo o comunicado, após cessada a ameaça, os militares realizaram a captura do indivíduo e prestaram os primeiros socorros no local. O homem foi encaminhado, em estado estável, ao Hospital Beneficente Moacir Micheletto por uma ambulância com equipe médica.
Durante a revista pessoal, os militares informaram ter apreendido uma arma longa, um rádio portátil e um telefone celular, além de constatarem que o homem não portava documento de identificação.
O Comando Conjunto Tamandaré informou que o caso segue sendo apurado conforme os trâmites legais aplicáveis. A nota destaca ainda que a atuação dos militares ocorreu no contexto da Operação Ágata 2026 e reafirma o compromisso da Marinha do Brasil com o cumprimento de sua missão constitucional, pautada pela legalidade, profissionalismo e respeito aos direitos fundamentais.
Com inf. Correio do Lago







