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O que são os “conteiros” cuja operação prendeu um santa-helenense acusado de participar de golpe de 6 milhões

Policia Civil em ação (Foto: Reprodução ND Mais)

Durante esta quinta-feira (10) em diversas cidades de vários estados, foram presas pessoas envolvidas num golpe milionário.

E na divulgação da informação dada pelo setor policial, apareceu uma palavra pouco utilizada no dia a dia: conteiros. Essa palavra até existe no dicionário, mas não para o sentido a que está sendo utilizada. Originalmente no velho Aurélio quer dizer “indivíduo que faz ou vende contas de rosário ou de enfeites”. 

Mas o que são os conteiros quando o assunto é fraude

Geralmente os conteiros são pessoas comuns cooptadas. Ocorre em comunidades e pela rede social e são remunerados para tal. Os valores variam de acordo com o volume de recursos envolvido.

Pode ser uma conta nova ou uma que já existe. Isso foi muito utilizado nos primeiros tempos de Pix e sequestros ou invenção destes, quando os bandidos faziam as vítimas depositar nas contas dos conteiros. O saque é sempre muito rápido.

Segundo o Ministério Público, aqueles que fornecem as contas para serem usadas em sequestros, mesmo que não saibam a finalidade, também podem ser processados pelo crime de extorsão mediante sequestro.

A pena do conteiro e daquele que está extorquindo é mesma. Se a conta é usada para transferir o dinheiro da vítima, esse sujeito que fornece a conta pode pegar até 18 anos de cadeia.

Foto: PCSC/Divulgação

A operação de hoje

Um indivíduo de Santa Helena está entre os presos pela operação coordenada pela Polícia Civil de Santa Catarina, com apoio da Polícia Civil do Estado do Paraná e das polícias de outros oito estados da federação, resultou, nas primeiras horas desta quinta-feira (10), nos cumprimentos de mandados de busca e apreensão e prisão, contra alvos envolvidos em crimes de fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro.

Com apoio da Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), os policiais civis dos oito estados saíram em campo, de forma simultânea, para cumprir 23 mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão contra um grupo criminoso responsável por fraudar o sistema de uma empresa em cerca de R$ 6 milhões e realizar mais de 300 transações, em Florianópolis (SC).

Veja a lista dos outros 14 municípios e seus respectivos estados, alvos da operação nesta manhã, além de Santa Helena no Paraná:

Rio Preto da Eva/AM, Salvador/BA, Caucaia/CE, Caruaru/PE, Belo Horizonte/MG, Betim/MG, São Francisco do Sul/SC, São Bernardo do Campo/SP, Colorado/PR, Ponta Grossa/PR, Bauru/SP, Cubatão/SP, Itu/SP e Valparaíso/SP.

Prisão de um dos acusados (Reprodução ND Mais)

Essa é a segunda fase da ofensiva policial, que em outro momento, realizou o bloqueio de criptoativos, pertencentes a um dos autores do crime, bem como na apreensão de um veículo de luxo.

Com base nas investigações iniciadas em 2024, a fraude consistiu no acesso indevido ao sistema de TI de uma empresa, resultando na realização de mais de 300 transações fraudulentas.

A Operação Ghosthunters concentra-se na identificação e responsabilização de outros possíveis coautores e dos chamados “conteiros”, indivíduos que viabilizaram o recebimento dos valores desviados em suas respectivas contas bancárias, objetivando, assim, ocultar a origem ilícita dos valores provenientes da fraude.

As investigações iniciais obtiveram sucesso no bloqueio de aproximadamente US$ 40.000,00 em criptoativos pertencentes ao autor, na apreensão de um veículo avaliado em cerca de R$ 120.000,00 e no bloqueio judicial de até R$ 4,5 milhões. Adicionalmente, logo após a detecção da fraude, aproximadamente R$ 1,5 milhão foram recuperados por meio do Mecanismo Especial de Devolução (MED) e outros procedimentos similares.

Os criminosos são investigados pelos crimes de furto mediante fraude praticado por meio eletrônico/informático, associação criminosa e lavagem dinheiro, cujas penas podem atingir até 21 anos de prisão e multa.

O indivíduo residente em Santa Helena foi capturado e encaminhado para a Delegacia da Polícia Civil local e depois para a carceragem em Medianeira.

Fonte Extra com inf. Assessoria PCPR

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