Três anos depois dos fatos ocorridos e quase dois anos após virem a público, a Procuradoria-Geral da República (PGR) finalmente apresentou denúncia contra o ex-ministro dos Direitos Humanos do governo Lula (PT) Silvio Almeida por importunação sexual contra a atual ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. O caso tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF) e está sob relatoria do ministro André Mendonça.
A denúncia foi formalizada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, que afirmou haver consistência entre as provas reunidas durante a investigação e o relato apresentado por Anielle. Segundo a PGR, os elementos colhidos corroboram a versão da ministra sobre os episódios de importunação.
Antes da denúncia, Silvio Almeida já havia sido indiciado pela Polícia Federal (PF) por importunação sexual não apenas contra Anielle Franco, mas também contra a professora Isabel Rodrigues. No entanto, a acusação apresentada pela PGR se restringe ao caso envolvendo a ministra.
Durante a fase de investigação, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestou depoimento considerado relevante para reforçar a narrativa apresentada por Anielle Franco.
O escândalo levou Lula a demitir Silvio Almeida do cargo em setembro de 2024. Como noticiou o Diário do Poder, a professora Isabel Rodrigues narrou uma situação e denunciou Almeida por abuso sexual. A situação teria ocorrido em 2019.
Isabel conta que Silvio era um amigo e que eles almoçaram por diversas vezes, mas que em um dos encontros ele levantou a saia dela e “colocou a mão com vontade”.
Estudantes da universidade São Judas Tadeu, em São Paulo, onde o ministro foi docente, relatam propostas de encontros sexuais em troca de melhora na nota de alunas que corriam risco de reprovação.
Os casos teriam ocorrido ao menos entre 2007 e 2012.
Mael Vale/Diário do Poder








