Governo tem que superar fogo amigo de Alckmin!
A chamada “taxa das blusinhas” (imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50) voltou ao centro das discussões no governo federal, com debates internos sobre sua possível revogação ou revisão.
Existe uma “queda de braço” no governo. Enquanto alas focadas na popularidade defendem a revogação, o vice-presidente Geraldo Alckmin e parte da equipe econômica defendem a manutenção para proteger a indústria nacional.
O comando da Câmara dos Deputados prevê que tem mais uma derrota acachapante de Lula se avizinhando.
Para estancar a sangria na popularidade, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência vê no fim da chamada “taxa das blusinhas” a boia de salvação para as eleições deste ano.
O problema é que o assunto já começou a andar no Executivo, inclusive com estudos no Ministério da Fazenda, mas, até agora, ninguém procurou o presidente da Câmara, Hugo Motta.
A avaliação de membros da Secom é de que a taxação piorou a relação de Lula com dois grupos que adoram comprar online: jovens e mulheres.

Presidente Lula e Vice-pesidente Geraldo Alckmin (Foto: Ricardo Stuckert/PR/Arquivo)
Ex-ministro da Indústria e Comércio, posto que pode voltar a assumir, o vice-presidente Geraldo Alckmin se posiciona contra o fim da taxação e a escanteada na Câmara não caiu bem entre deputados, que não querem funcionar como chanceladores da manobra eleitoral de Lula.
Há, inclusive, planos para relembrar que quem trabalhou pela taxação foi a dobradinha Lula/Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda.
A medida, que faz parte do programa Remessa Conforme, entrou em vigor em 1º de agosto de 2024, impondo, pelo próprio governo que agora tenta revogar, 20% de imposto federal para compras até 50 dólares e 60% para valores acima disso, além dos 17% de ICMS.

Hadad defendendo a taxa há um ano. (Reprodução CNN)
Elder Boff/FE com Claudio Humberto/Diário do Poder








