A família do brasiguaio sequestrado no Paraguai, informou que não tem notícias dele desde o dia em que ele foi levado, 20 de fevereiro. A principal suspeita é de que ele tenha sido sequestrado pelo grupo terrorista Exército do Povo Paraguaio (EPP).
Dolly Rocío Giménez, esposa de Almir De Brum (32), o homem que foi sequestrado, voltou a implorar aos sequestradores que enviassem prova de vida de seu marido, que está desaparecido.
“Com muita tristeza e desespero, pedimos mais uma vez que nos enviem uma prova de que Almir está vivo. Seus filhos perguntam: ‘Quando nosso pai vai voltar?’ A ausência de um filho, marido e pai deixou um vazio imenso nos corações de nossa família”, leu Dolly, que estava inconsolável com a situação.
A esposa — que estava acompanhada por Ivonir De Brum, mãe da vítima do sequestro — pediu aos sequestradores, que se acredita serem membros do Exército Popular Paraguaio (EPP), que agissem com “humanidade” e cumprissem a palavra para que Almir pudesse retornar à sua família.
Seus familiares estão solicitando um vídeo ou foto atualizada do homem sequestrado e afirmam estar dispostos a conversar para garantir sua libertação.

Local de onde Almir de Brum foi levado no dia 20 de fevereiro. (Foto: Polícia Paraguaia)
No domingo, 22 de fevereiro, Silvio Giménez, cunhado do desaparecido, acompanhado por Valmir De Brum, pai da vítima, já havia feito o primeiro pedido de comprovação de vida aos membros da quadrilha que sequestrou o trabalhador em Campos Morombí, na divisa dos departamentos de Canindeyú e Caaguazú.
Valmir De Brum perdeu contato com o filho depois de ir até o local onde o jovem trabalhava na colheita de soja. Ao chegar, não o encontrou, mas viu a colheitadeira em funcionamento.
O sequestro é atribuído ao autoproclamado Exército Popular Paraguaio (EPP), e o Departamento Antissequestro da Polícia Nacional ficou de posse de um panfleto e um manuscrito encontrados após o sequestro.
O almirante Cíbar Benítez , ministro do Conselho de Defesa Nacional (Codena) , disse à rádio Monumental 1080 AM disse que é prioridade devolver Almir de Brum , de 32 anos, que está sequestrado, à sua família.
“Não se trata de uma urgência devida apenas a um processo que está sendo conduzido, sem interrupção, na luta contra o EPP. A urgência do caso agora é quase singular: devolver este jovem, que foi sequestrado, vivo e o mais rápido possível à sua família”, acrescentou.
Ele afirmou que o EPP continua sendo a questão mais preocupante relacionada à defesa nacional.
Um grande esquema de segurança foi montado desde o sequestro na região de Campos Morombí, na divisa entre Canindeyú e Caaguazú, onde ocorreu o rapto de Almir Brum, de 32 anos, filho de um produtor brasileiro.
No local, agentes do Departamento Antissequestro, membros da Força-Tarefa Conjunta (FTC) e policiais de diferentes unidades estão trabalhando como parte dos esforços de busca e investigação.

Amir de Brum segue desaparecido para desespero dos familiares brasileiros. (Redes sociais)
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