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Gerações G

Tempo de Leitura: cerca de 836 palavras ou 4 minutos em média.

Não, não estou falando das gerações etárias que você possa pensar e sim das gerações de rede para smartphones 1G, 2G, 3G e assim por diante.

Tendo dito isso, lhe pergunto se sabes o que na verdade significa estas siglas na tecnologia móvel.

Antes do 1G, os telefones ficavam presos ao cabo, e as ligações só aconteciam em lugares fixos, como em casa ou no famoso orelhão. A rede surgiu para resolver isso, permitindo fazer chamadas sem precisar estar conectado à parede.

1G (anos 80): Partindo da geração vem da palavra geração mesmo, a 1G com aqueles famosos “tijolões”, que nem pareciam telefones moveis de tão grandes que eram, na parte superior da “lista” teremos o 6G, continue lendo e vamos caminhar na “estrada” das gerações. 

A primeira ligação sem fio, mas analógica, sem criptografia, com bateria fraca e só servia para chamadas de voz, sendo que cada numero a mais mostra um passo a frente, modificando a maneira que usamos os celulares.

Com transmissão analógica da década de 80, permitia pela primeira vez fazer ligações sem fio, o que antes era somente possivel em locais especificos. 

A transmissão analógica: a voz era convertida em sinal de rádio e transmitida pelo ar. Isso trazia bastante problema. O áudio ficava cheio de ruído e eco, e não existia nenhum tipo de criptografia.

Com um simples scanner de rádio, alguém poderia ouvir a sua ligação sem você perceber. A bateria também era um ponto fraco, durava apenas 20 a 30 minutos de conversa. E o celular servia só para uma coisa: ligar. Nada de mensagem de texto, nada de internet.

2G (anos 90): rede digital, mais segura, trouxe o SMS e os primeiros dados móveis (ainda muito lentos). Na década de 90, começa sinal digital em vez de analógico. O resultado foram ligações mais limpas, estáveis e mais seguras, já que a criptografia foi disponibilizada. A popularidade foi o SMS. Pela primeira vez, mandar uma mensagem de texto em vez de precisar ligar. O 2G também trouxe os primeiros dados móveis, com o padrão GSM oferecendo apenas 14,4 kbits/s, velocidade lenta demais para navegar. Posteriormente vieram as atualizações GPRS (2.5G) e EDGE (2.75G), que melhoraram um pouco a velocidade, mas ainda era preciso digitar os sites letra por letra e esperar para as páginas carregarem.

3G (anos 2000): Pensada para internet com navegação, e-mail, redes sociais e vídeos, embora instável com muita gente conectada. Velocidade 384 kbits/s, e depois evoluindo com o HSPA e o HSPA+ (3.5G e 3.75G) para algo entre 5 e 10 Mbits/s, ficou possível navegar em sites, checar e-mail, acessar as primeiras redes sociais e assistir aos primeiros vídeos do YouTube. A rede variava, principalmente quando muita gente se conectava à mesma torre ao mesmo tempo, resultando em vídeos travados e páginas lentas para carregar.

4G/LTE (2009): era dos smartphones modernos, com velocidade alta, mais estabilidade e o fim dos teclados físicos. com 10 e 100 Mbits/s, chegando a 300 Mbits/s no 4G+. Vídeos em alta resolução, baixar arquivos pesados em segundos e jogar online sem travar.O uso de telas touch, já que os aplicativos(apps) ficaram complexos demais para funcionar só com botões.

Tornou-se mais estável para atender muita gente no mesmo tempo, mas que ainda notam se lentidão em grandes eventos resultando na queda de desempenho.

5G (2019): foco em baixa latência, multidões conectadas, essencial para jogos online, chamadas de vídeo e apps em tempo real. 5G pode superar 1 Gbit/s de velocidade e mantém a conexão estável com vários dispositivos à preço médio.

O grande diferencial é a latência baixa, entre 15 e 30 milissegundos, o que faz diferença em jogos online, videochamadas, apps de localização em tempo real e no controle remoto de drones em operações de resgate. A cobertura ainda não é tão ampla quanto a do 4G, por isso é normal o celular voltar para redes anteriores em cidades pequenas ou áreas mais afastadas.

6G (previsto para 2030): ainda em testes, promete velocidades gigantescas e gestão da rede por IA, conectando não só celulares, mas cidades inteligentes, carros autônomos e mais.

O 6G ainda não existe para o consumidor final. Hoje é testado apenas em laboratórios, universidades e centros de pesquisa. A promessa é de velocidades de centenas de gigabits por segundo, com testes já falando em até 1 terabit por segundo, e uma rede gerenciada por inteligência artificial, capaz de prever congestionamentos e distribuir o tráfego automaticamente entre milhões de dispositivos.

Saíndo do aspecto celular a expectativa é conectar cidades inteligentes, veículos autônomos, robôs industriais, hospitais e satélites, tudo funcionando ao mesmo tempo. A previsão é que comece a chegar por volta de 2030, mas hoje o 5G, e até o 4G, já atendem bem quem só quer usar redes sociais, trocar mensagens ou assistir a um vídeo.

E tem um detalhe curioso: tudo isso vale para quando você está fora de casa. No momento em que você entra pela porta, entra em cena outra tecnologia, o Wi-Fi, com suas próprias gerações (Wi-Fi 4, 5, 6, 6E e 7), assunto para uma próxima matéria.

Eldriã Boff com IA e Youtube do canal DuarttHub

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